segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O retorno de Jedi (da Astrônoma com formação em homo sapiens)





(...) Aí alguém me pergunta algo sobre TGD, ou melhor, sobre TEA (as nomenclaturas mudam). Me dou conta que o BORBOLETA ASPIE está ABANDONADO! 

2016 foi um ano (está sendo ainda)  de mudanças, crescimento e muitas realizações. Um ano de escolhas, de encontro  no sentido de me preocupar mais comigo mesma do que com os rótulos. Um ano de abraços intensos, de saudades mais intensas, de (re) encontrar amigos no tal caminho e  de contabilizar na ponta do lápis o fruto de anos de trabalho.

Aí vem a poesia: hoje alguém postou uma imagem que falava muito mais que mil palavras (clichê, não?). "Mas você só dá aulas?" Resposta ácida: "Você quer que eu dê mais o que? Um rim?" Fiquei pensando na minha resposta, caso ouvisse essa mesma pergunta de algum ser humano bem educado que manifestasse o tal complexo de majestade na minha  humilde presença... 

Dar aulas. Dar amor. Doar seu tempo, seus interesses, seu sonhos. Dividir suas expectativas entre o desenvolvimento da sua pequena  gigante e dos pequenos enormes que você apenas "dá aulas". Dar aulas é para os fracos. O que eu faço, dentro das minhas possibilidades, não tem nome.


Recebi no ano passado na |SR mais um pequeno, o P. R. (sem nomes, melhor assim). Aquele mesmo menino  que ainda era uma criança quando cantou Tom Jobim para mim na Sala de Recursos: " Se eu pudesse, por um dia, esse amor essa alegria, eu te juro, te daria, se eu pudesse esse amor por um dia..." Para quem esqueceu, P.R. é aspie, o que o torna especialmente fascinante!

Esse ser humano (esse sim deve ser chamado de HUMANO) que me apelidou de Astrônoma, e que hoje, quando fica chateado por alguma coisa que saia do seu controle, me chama de Laurinha Figueiroa ou Carminha. Aí sentamos, conversamos e ele responde que nós temos direito a pelo menos um dia de mau humor na vida. Simples assim.

Essa postagem, como tantas outras, estão aqui esperando alguém  clicar no botão "publicar".
Onde estão Chronos e Kairós?

"O melhor instante no presente: o instante em que se consegue afastar o caos e abraçar a felicidade".