Ainda que doa, a saudade também faz girar.
O que me inquieta também me encanta... Educação, mundo aspie, poesia e afins. Não necessariamente NESSA ordem.
quarta-feira, 19 de outubro de 2022
quinta-feira, 6 de outubro de 2022
Sobre viver
"Cabe o meu amor..."
Cabe o amor todo desse mundo. Cabe respeito. Cabe amizade. Cabe deixar ir e vir.
Cabe ser feliz com pouco e com o todo.
Amar é lembrar todo dia que é preciso enfrentar a vida e sobreviver.
sexta-feira, 9 de setembro de 2022
E as palavras eram como beijos em seus olhos.
domingo, 14 de agosto de 2022
E ela pousou em mim (mais uma). Nos cabelos.
Entre a euforia e a vontade de registrar, fiz um vídeo, ao invés da foto.
Assim, compartilho o print. A edição é somente por conta do filtro; a borboleta é real.
Paleta viva. Abraço nosso de cada dia. Para dias de todas as cores e sons.
sábado, 6 de agosto de 2022
quinta-feira, 4 de agosto de 2022
Penso, logo escrevo...
Tardo anoiteço/ amanheço o eu inquieto/ Desassossego
Atento me faço/ aos pequenos tantos/ em que me comprazo/ aos quais me enlaço/ sorvendo encantos/ à pequenas gotas/ de bem-quereres/
Ainda que nunca/ também seja tempo/ e que os quereres/ não se permitam/ os sons perpassam e atenuam/ a aflita alma envolvida/ entrelaçada à solidão/
Aquele que não amou/ ou que o amor foi em vão/ acena à tristeza vespertina/ e sem palavrar, lhe diz em silêncio- adeus.
Nova do Capital
Sou esse instante, sou presente
Eu sinto tudo que você sente
Sou o vazio, sou a razão
De todo amor em vão
(Amor em vão/ Capital Inicial)
quarta-feira, 27 de julho de 2022
Cantar
Cantar
(Paulo Novaes)
Eu só canto
Se for de verdade
Se for de saudade
Se for me trazer a felicidade
E sentir vontade qual seja a ideia
Qual seja a plateia
Meu mundo é meu canto
A voz é meu santo
A música é prece
O amor é o poema
É todo o sistema
Compondo esta cena
Há sempre um dilema a ser encarado
E eu canto sem pressa
Da vida que passa
De coisas que eu nem sei dizer
No canto eu encaro o sofrer
Nos dias de pranto
Meu canto é consolo
É luz que clareia como a Lua cheia
E eu visto esse manto
De paz, de acalanto que corre nas veias
Cantar é magia
Que instiga na gente
O lado inocente
Que une a corrente
Que deixa contente
Ou nos faz chorar
Cantar eu só sei cantar
É algo que existe em mim
Que está em meu coração
Se eu canto qualquer canção
Cantar eu só sei cantar
É o que alivia a dor
É toda expressão de amor
De um peito que explode emoção
Pra não dizer que não falei das flores
Faltavam alguns livros e chegaram hoje.
Amo os detalhes!
São eles que nos aquecem.
quinta-feira, 21 de julho de 2022
De volta
sexta-feira, 3 de junho de 2022
Paulo Novaes e Rubel - Paz Interior
Paz Interior
Eu vim pra resolver
Não pra dizer que tudo é triste
Nem pra saber o que eu já sei
Está escrito em nossas caras
Eu vim pra clarear
Pra esquecer tudo que faz pesar teu olhar
Te ver chorar só por alívio ou alegria
Buscar a nossa paz interior, irradiar
Amar sem pé atrás, acreditar que a vida faz
Viver é uma questão de ir atrás daquilo que acredita
Amar é coração, inexplicavelmente viciante
Me faz querer e faz de mim sua metade
quarta-feira, 1 de junho de 2022
Simplesmente Vinícius
sexta-feira, 8 de abril de 2022
Passageiro
Quantas vezes, cansado, eu mal cheguei e já dei meia volta?
Quantas vezes o mundo me tirou o doce da mão, sorrindo?
Quantas vezes, mesmo sujo, eu acabei jogando limpo?
É, se a vida bate forte
Eu fico tonto, eu perco o ponto
Aonde é que eu vou parar?
Eu sou passageiro
E o meu roteiro
É um drama sem fim
Uma comédia ou algo assim
Quem lê, vai rir
Ou vai chorar
Não cabe a mim.
Sem Distância
"Sem
Distância"
Hoje o tempo não vai nem esperar
Dentro, tudo o que foi e que será
Sem distância
Hoje o tempo não cai nem começa
Onde o medo do que foi e do que será
Não alcança
Dia azul, dia azul, dia azul, dia azul
Alegria tá pra chegar
É novo o espaço no céu
É infinito
Um aviso, uma máquina, o ar vem dizer
Tempestade já vai passar
Um outro espaço, é
Outro destino
Quis cantar meu coração
Quis cantar meu coração
(Cícero)
terça-feira, 5 de abril de 2022
Pato Fu - Por Perto
Palavrar
No modo rascunho.
As palavras vieram até mim, mas sinto que estão indo embora. Depressa demais; capítulo sem fim.
Será que o tempo resguardará a poesia, assim como o silêncio e seus desígnios?
Palavras fazem amor. Palavras fazem sofrer. Palavras confortam. Palavras magoam. Palavras curam. Palavras cansam. Palavras cuidam.
Ando pelos
caminhos, sou encontro;
Por onde vou,
por onde ando
Sou poesia
Desacelerando; apago as luzes.
O Que É Que Está Escrito - Vila Sésamo
quinta-feira, 31 de março de 2022
O pequeno Yuri, pelo telefone, no dia da entrevista com o responsável (matrícula realizada no período do ensino remoto):
"Professora, ainda não te vi, mas acho que já estou te amando..."
quinta-feira, 24 de março de 2022
Futebol e afins
Na terça pela manhã, recebi um comunicado sinalizando a chegada de um novo aluno para o dia seguinte. Não entrarei em detalhes sobre o encaminhamento do mesmo, sobre quantitativo de alunos/vagas disponíveis, ou mesmo condições de atendimento. Escrevo sobre o que não se explica: afinidade.
Ao lado da mãe, apresentava instabilidade emocional acentuada. Entrou sem interagir com ninguém. Procurou carrinhos; respondi que não havia nenhum. Procurando bem, encontrou um carrinho de plástico antigo, daqueles com um barbante amarrado na frente. Perguntei se queria ver a caixa de blocos coloridos. Quis ver, mas, sem demonstrar interesse. Agitado, nitidamente ansioso, sem fazer contato visual, entre espirros de uma possível alergia e mastigando os últimos biscoitos do pacote, eu explorava as poucas oportunidades de interação, enquanto tentava junto à equipe estabelecer uma conversa tranquila com a mãe do aluno.
Enquanto ouvíamos o relato da mãe do aluno, fazíamos a relação com o comportamento do mesmo. A dificuldade em aceitar o "não", compreender comandos, a agitação, conflitos familiares. Deitava no chão, tirava o calçado, arrastava a cadeira, falava alto.
A equipe pedagógica reunida na sala e eu interagindo com aluno; ao mesmo tempo explicando a proposta de trabalho e sinalizando a relevância da participação dos familiares no processo de adaptação.
Passa um carro na rua fazendo barulho. O menino fica mais agitado me perguntando com a fala desconexa sobre o modelo, marca, cor do carro. Pensei: encontrei um centro de interesse!
Respondi de forma direta que não havia como saber, pois eu também não pude ver o carro, já que estávamos dentro da sala. E o menino ficou me observando.
Ele levantou, andou pela sala. Olhou as paredes, mexeu no meu chaveiro da Copa de 2014 (sim, uso o mesmo chaveiro desde a Copa). Passou a mão sobre os móveis e no cadeado que fecha um dos armários, do Fluminense, por sinal. Eu observando, pois não queria sufocá-lo.
O aluno falou comigo em voz alta, de longe: "Você é Fluminense?"
"Sou sim. Você conhece o Fluminense? Torce pra ele também?"
Ele me respondeu um sim com força enquanto a mãe já estava dizendo que ele não torcia para o Fluminense, que não era verdade.
"Torço sim! Sou Fluminense sim!" Insistia.
Eu, sorrindo por dentro tive a certeza que o vínculo já estava formado pelo simples detalhe do cadeado tricolor que despertou o interesse do menino.
Passou a me solicitar, fazer perguntas. Algumas com certa lógica, outras nem tanto. E eu ali, com um aluno que aparentemente compreendia o mundo, apesar de até aquele momento não aceitar nenhum de contato afetivo, social, nenhum tipo de regra ou comando.
A partir da descoberta do cadeado, o menino pegou minha mão e respondeu todas as minhas solicitações. E repetia: "Sou Fluminense sim, com você! Eu sou Fluminense!"
Do mundo paralelo, eu ouvia a histórias sobre o comportamento do aluno no ambiente familiar, as reclamações, a falta de expectativas da mãe, o atraso no comportamento, a agressividade, a falta de terapias e rotina, a forma que os familiares lidavam com o contexto. Não ouvi em nenhum momento algo que dissesse que aquele menino EXISTIA. Sim, as questões familiares estavam influenciando diretamente no comportamento do aluno. Talvez o cansaço, as frustrações. Certamente, uma família com muitas dores, muitas cicatrizes.
De mãos dadas, aproveitei o momento para fazê-lo guardar os blocos, limpar a mesa, calçar o chinelo, explicar que o chão estava sujo, que a cadeira que escolheu para sentar estava quebrada e não era adequada. E ele foi ouvindo, e às vezes, sorria, enquanto eu pensava no mais importante: o respeito pela pessoa que estava ali.
Percebi que ele identificava as cores, que gostava de carrinhos, motos de brinquedos e automóveis de verdade. Descobri que ele passava horas falando sobre carros. Que apesar de não conseguir fazer suas tarefas sozinho, compreendia os comandos, apesar de não aceitá-los. Que era capaz de ser doce, afetuoso, generoso. Nas entrelinhas.
Ao sair, a mãe lembrou de um pequeno detalhe: a avó do menino torce para o Fluminense. Essa avó é a pessoa que participa da educação do menino. Acredito que o mesmo tenha feito uma associação positiva, entre ela, eu e o futebol.
Ao sairmos, ele me abraçou sem ser solicitado, sem que nenhum adulto exigisse. Aquele abraço torto de que tanto falo, pela cintura, de lado. Acho que é uma regra receber esses abraços que são carinhosamente desajeitados.
Para finalizar, aquela pergunta clássica de um dos adultos para a criança: "Gostou da professora?".
"Gostei muito".
Insistem.
"Gostou mesmo?"
Ele, de novo, quase impaciente: "Gostei muito dela!"
Sobre o encontro, posso que afirmar que não é só futebol.
Considerações:
1. A família ainda não fez o retorno. Descobrimos que residem distante da escola, e talvez seja um dos motivos para que abram mão da matrícula e procurem um local mais próximo.
2. Um acompanhamento eficaz e constante (clínico e terapêutico) influencia diretamente no desenvolvimento do aluno. Mas, independente do sucesso das terapias (ou da falta dela), como negar a pessoa em si, a personalidade, a criatividade, o senso de humor, o afeto?
3. O esporte agrega, assim como o futebol. Desconsideramos a violência, o fanatismo, a competição e espírito destrutivo; ao contrário: valorizamos a amizade, a superação, a excelência, a determinação, a igualdade, coragem e a inspiração (Valores Olímpicos e Paralímpicos). O esporte não deve se restringir às aulas de Educação Física. A reflexão pode mudar hábitos, atitudes, costumes enraizados estabelecidos pelo simples fato de repetir o erro dos outros.
4. Família e escola precisam estar conectadas. Ações complementares.
Próxima parada: Sobre o Duda e a inspiração.
quinta-feira, 3 de março de 2022
Da folha do maracujá
O final da história é que de todas as lagartas, somente uma sobreviveu. E depois da pupa. a borboleta. Chegou hoje pela manhã. Uma alegria (e também, um susto).
Ela é linda! Ou ele. É quase um "borboleto", mas, não temos certeza.
O início e todo o resto, conto depois.
domingo, 27 de fevereiro de 2022
sábado, 26 de fevereiro de 2022
Vejo-te Aqui
Conto as luzes da cidade e, mesmo assim
Vejo-te aqui
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022
terça-feira, 15 de fevereiro de 2022
De volta para casa
12/02 (editando)
Sobre dois novos alunos, sobre dois amores novos.
Ao chegar à escola, a mesma escola, tudo igual, tudo de novo. A diferença está nos rostos cobertos pelas máscaras, a falta do abraço. Ainda assim, alguns abraços acontecem meio sem querer, seguidos de pedidos de desculpas. Existem pessoas que só conseguem falar dessa maneira, no tocar, na pele. Resta lembrar dos protocolos e continuar seguindo.
Durante a semana, os sentimentos vão surgindo. Amanhecem e anoitecem ansiedade, esperança, amor, medo, carinho. É assim que construímos os caminhos.
Na quinta, o primeiro encontro. O aluno chegou e todos da equipe fizeram a acolhida. O sorriso dele, rodeado pelas professoras que incentivavam carinhosamente, a mãe observando com emoção do outro lado. Por um momento pensei que merecia uma foto. Mas, não. A memória guardaria a cena, somente ela.
R. beijava o rosto da mãe, segurando a minha mão. Tentava beijar meus dedos, e ria, porque eu não deixava. Mostrou a camisa da escola, a calça, o sapato. Queria encostar os pés. Pediu para passar o álcool em gel nas mãos e mostrava para as professoras, satisfeito.
Coisas tão pequenas. Mas, é assim. Um passo de cada vez.
Na sexta, último dia da semana, conversas e reuniões, papéis e entrevistas, cópias de documentos. Estava pesquisando sobre algumas síndromes quando lembrei que precisava falar com as mediadoras. Na sala de recursos, conversamos sobre alunos, problemas, soluções, etapas, até chegarmos na vida diária e as pausas, tão valiosas para a manutenção da sanidade mental (parte dela).
Já havia esbarrado nele várias vezes pelo corredor e na entrada, mas apenas trocamos alguns sorrisos. Não havia parado para conversar, dar atenção.
F. entrou na sala como quem diz "vim pra ficar". Não esperou ser convidado, não deu bom dia. Chegou e tomou posse daquele pedaço da escola que já é dele. Disse que havia sido liberado cedo e tinha certeza que estaríamos ali. Interrompendo nossa pequena reunião várias vezes enquanto tentávamos terminar o que começamos, comecei a prestar atenção no que ele fazia. Lia um gibi antigo e queria falar sobre cartoons. Foi quando me levantei da cadeira e me aproximei para pedir que ele ajustasse a máscara e higienizasse as mãos que ele viu minha sapatilha do Snoopy, cheia de Woodstocks amarelinhos.
Fascinado, começou a falar sobre os Peanuts, depois sobre as histórias em quadrinhos, o Snoopy que resmunga produzindo textos na máquina de escrever. Perguntei se gostava dos desenhos; disse que gostava das tirinhas. E aí, deu-se o início da conversa.
F. foi meu aluno por alguns meses no ano de 2015. Era um pequeno de 6 anos de idade. Falava inglês (aprendeu sozinho) e se incomodava com o meu inglês, que só funcionava às vezes e razoavelmente. Gostava de dinossauros, de Star Wars, de fantasmas. Sua concentração era mínima. O hiperfoco já era presente. Falava incansavelmente somente das coisas que gostava.
Conversar com F. me trouxe uma alegria que não sinto há muito tempo no ambiente escolar. Quando meus alunos antigos concluíram os estudos, percebi que estava iniciando uma nova etapa no trabalho, na forma de realizá-lo. O foco das famílias, o interesse, o modo que a escola tem lidado com certas questões. Mas sobre isso, escrevo depois.
A alegria está nos detalhes, assim como o amor.
Conforme os centros de interesse foram surgindo, a conversa foi fluindo para algo maior. Naquele momento não cabia uma avaliação formal. Era afeto. Lembrei das dificuldades do aluno, das minhas dificuldades, o processo, os avanços, os retrocessos. Foi passando um filme. F. não parava de falar e quanto mais eu demonstrava interesse, os assuntos surgindo, e eu, fascinada, fui percebendo o quanto ele mudou, o quanto eu mudei, o quanto aprendi. E a troca estava acontecendo porque eu conhecia praticamente todos os centros de interesse dele e podia trazer informações novas, assim como entender que ele demonstra coesão entre pensamento e fala. Nada ali é fantasioso. O detalhe maior está em ouvir, prestar atenção. É a comunicação.
Em alguns momentos, pedíamos para ele respirar corretamente, pausar para organizar o pensamento, baixar a voz. Mas respeitando sempre a sua alegria, pois era notório que ele estava feliz naquele lugar.
Fui contando para ele curiosidades das gravações de Star Wars, o fim dos Skywalker, as reclamações dos fãs em relação às prequelas, A transição da Lucasfilm para a era Disney. Spoiler atrasado: ele não sabia que Kylo Ren morreu passando suas forças para Rey. Que desespero! Ele repetia que Kylo se sacrificou pela moça. Daí o assunto viajou para fliperama, consoles e claro, o Atari. Os jogos. Ele descreveu cada um dos jogos que eu mais gostava, dentre eles, o H.E.R.O. E quando falou sobre o fracasso da fita do E. T. , o extraterrestre, o meu choque: F. começou a desenhar no ar um tipo de circuito interno, como se olhasse um manual. Descreveu o circuito, o o cartucho, a lógica do jogo. Aquilo que, segundo ele, estava errado.
E assim, nesse encantamento, nessa alegria, pude observar que ele tem pensamento visual.
Existem pessoas que tem habilidades em visualizar imagens. Literalmente, ele visualiza/projeta aquilo que em nós está limitado ao pensamento. Um das palavras que eu mais gosto de escrever: peculiar.
Aos poucos, observamos e identificamos outras características: pouco, quase nenhum contato visual, incômodo com ruídos sensibilidade ao toque. Disse não gostar muito de ser abraçado, tocado.
F. fez algumas pausas engraçadas, rindo e fazendo sorrir; ouviu uma música que a mediadora colocou no celular (Calma, da Marisa) e cantamos juntos. Depois de algum tempo pediu que pausasse a música; compartilhou seu interesse por músicas dos anos 80 e clássica. Ouvi, prestando atenção, com o coração feliz. A alegria que eu ainda estou sentindo é única: que bom que ele retornou para a nossa escola. Porque podemos ajudar, podemos acolher, podemos fazer algo por ele com significado. Com técnica, com apoio de toda a literatura e ciência, mas acima de todas as outras coisas, com amor.
Ao sair, não se despediu. E quando brinquei com ele, reclamando que estava saindo sem nem dizer tchau... voltou sorrindo e disse que apesar de não gostar, queria o abraço. E abraçou cada uma das professoras. Eu, a última a ser abraçada. Abraço meio torto, com protocolos (se é que isso existe).
Ao encontrá-lo novamente, ganhei outros abraços (quase atropelados). "Professora, sei que preciso seguir os protocolos, mas eu tenho necessidade de abraçar você. Me abraça?"
E fiquei ali pensando... como é bom ter algo/alguém para amar...
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
Cores que aceleram, mesmo quando freiam.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2022
Sonhos
(Maria Luiza Jobim, Vasconcellos, Caffarelli)
Vem pousar aqui
Faz o meu medo passar
Eu escuto seu som
O que mais pode haver além
Mais um dia vai terminar
Logo a gente vai se perder
Nesse sonho, filme, livro
Nem sei
Eu acordo do seu lado
Outra vez
quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
Ontem
segunda-feira, 3 de janeiro de 2022
Escrevo
(Postagem do modo rascunho- 1)
Escrevo para dizer, para cantar
Para seguir caminhando
Para continuar existindo
Escrevo
Para chorar
Escrevo
Para sorrir
Escrevo
Para ouvir
Escrevo
Para abraçar
Escrevo
Para girar ao som das palavras não ditas
Escrevo
Para quem me inspira, para o amor sem hora
Escrevo
Para aliviar as dores nesse mundo afora...
Escrevo
Para levar o amor para quem está longe
Escrevo
Sobre o sentimento que não tem nome
Escrevo
Em linhas azuis
Escrevo
Entrelinhas de sol
Escrevo
Para entregar o que transborda
Escrevo
Para que não morra nunca
E que o palavrar eternize
Esse amor que devora.



