sexta-feira, 8 de abril de 2022

Passageiro



E no excesso dos vazios, não escrevo: canto. 
Ouvi, me vi, guardei no tempo. Ficou lá. Talvez porque fale demais, e nem sempre seja possível dizer. Mas hoje, elas saíram do app. Aliás, música  é o que não falta. As mais coloridas.
Passageiro, sem querer, acabou sendo. Nem era.
É sobre as novas músicas que são tão bonitas quanto as antigas. Sobre as novas histórias que elas contam.
Sobre as palavras que dizem: você está viva, apesar de.
Dançaria nessas palavras... até cansar, e depois de descansar, cansaria novamente.
Estou naquele lugar onde guardo os sonhos; onde mora um sorriso sem fim, no fim. 






É, se a vida bate forte, eu fico tonto, eu perco o ponto...
Quem lê vai rir ou vai chorar, não cabe a mim.





Passageiro

Quantas vezes eu não fui o último a fechar a porta?
Quantas vezes, cansado, eu mal cheguei e já dei meia volta?
Quantas vezes o mundo me tirou o doce da mão, sorrindo?
Quantas vezes, mesmo sujo, eu acabei jogando limpo?

É, se a vida bate forte
Eu fico tonto, eu perco o ponto
Aonde é que eu vou parar?
Eu sou passageiro
E o meu roteiro
É um drama sem fim
Uma comédia ou algo assim
Quem lê, vai rir
Ou vai chorar
Não cabe a mim.











Nenhum comentário:

Postar um comentário