domingo, 16 de novembro de 2014

O azul, tão azul...



Penso em você
É uma canção 
Que eu não consigo esquecer

Penso em você
E é um livro
De um amor que não se lê

Penso em você
E acho que nunca saberia rejeitar
Um pensamento assim
É o perfume na memória do prazer

Penso em você
Há tanto pra contar
E há tanto pra viver...



Penso em você  
Por entre as telas
Pelos quadros de Matisse

Penso em você
Em um soneto ensolarado de Vinícius

Penso em você
E essa paisagem
Em cada passo mais bonita
Se revelará
E acho que até hoje
Dela não saí

Penso em você
Há tanto pra contar
E há tanto pra viver...

(Memória do Prazer/Jorge Vercillo)


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Eu quero ter um MILHÃO de amigo(s)...


Flor do cupuaçu*
                                                          

Hoje amanheceu aquele típico dia céu cinza cor de tragédia que minha mãe falava quando eu era criança. 
Você acorda com aquela sensação de céu cinza por dentro e por fora. Aí o dia vai se desenhando e você vê que ele não é tão feio quanto parecia ser. Mas foi bem feio no ano pasado.

Recebi a notícia ao sair da escola, no fim da tarde. Recebi sem querer, por acaso, mas foi melhor assim.
Uma amiga soube e não quis contar... eu havia falado sobre um sonho esquisito, sonho com um velório que eu não conseguia ver quem era. Outra amiga, sem saber que eu não sabia, comentou o que havia acontecido. Não acreditei, voltei para a escola. Perguntei para a outra amiga: ERA VERDADE. Passou um filme, claro. Dois, três, quatro. O atucanado, o milico. Meu enquadramento, meu quase desenquadramento se eu dependesse dos abonadores. Meu TCC enrolado sem desenrolador (orientador). Depoimentos (adiós, Orkut), puxão de orelha, brigas por causa do bom futebol, filha doente, filho doente, conversas sobre a rede, conversas sobre a escola, pesquisa, dúvidas, viagens, livros, políticas, sonhos, ideais, teorias, poesias, Chico, Vinícius,  taaaaaanta coisa!

Eu não acreditei, Procurei pessoas certas que saberiam. E souberam. Disseram aquilo que eu não queria ouvir.

Eu havia apagado uma parte dos emails no final de semana. Mas ainda bem que guardei outra parte. Minha caixa estava cheia, assim como o celular. Larissa e os sustinhos de setembro, mensagens de apoio para mãe e filha. A última mensagem no celular, eu guardei. Pedia notícias dela. Meu último email, escrito na noite do dia dois de outubro não foi respondido. Eu sabia que havia algo estranho. Aquele empate amargo e a sensação de que "hoje não vamos brigar, juiz não apelou" não foi sanada. 

Acredito que algumas pessoas não entendam o motivo pelo qual Emílio era tão querido, visto que seu modo peculiar de "amar gente" priorizava dizer a verdade (e algumas pessoas detestam a verdade). Acho que falta isso hoje em dia, coragem para se dizer certas verdades. Não confundir de forma alguma a verdade com excesso de sinceridade (falta de educação) ou espalhafatosisses do cotidiano. 

Não, não estou propondo a instituição de mais uma santo no calendário (será que já existe um São Emílio?). Não. Mas esse aí era (é) gente fina, puxa uma cadeira, pega mais um copo (o meu de água ou refri) e vamos prosear!

Me lembro do dia em que ele perguntou se eu pintava o cabelo. Coisa mais indiscreta. Na época eu brigava com as tintas, dos cabelos e da vida. Respondi que sim, e depois ganhei um apelido chato que não vou socializar, visto que eu era associada a uma bebida ruim que dava dor de cabeça. Isso só porque eu via semelhanças físicas do indivíduo com vários personagens importantes da nossa história: Castor de Andrade, Clodovil, até um suricate simpático! 

Agradeço a Deus pelas confusões do meu enquadramento na rede. Sem o caos do enquadramento, talvez ele não tivesse se aproximado. Até hoje não sei explicar, pois quando vi já havia uma mensagem do "amigo" na minha página do Orkut. Achei um barato, ninguém entendeu nada (era todo bloqueado). Foi assim...

Emílio me auxiliou muito nesse caso (assim como ajudou na rede municipal a torcida do Fogão, do Fluzão e as demais que não citarei no meu humilde blog). Era um Bota x Flu as postagens nas comunidades. Desvirtuávamos qualquer tópico. A política,  uma paixão.


Quando soube o nome dos seus pequenos, achei graça na concidência: o nome da menina dele seria o nome da minha Larissa, mas eu escolhi Larissa (e ponto). O nome do menino era o nome do meu menino no tempo que eu não sabia que seria mãe de menina.

E à mamãe dessas crianças,  somente aplausos...

Eu estava concluindo a segunda especialização, sem orientador, arrancando os cabelos. Pena que deletei o email explicativo. Grifos em vermelho, delicadamente me perguntavam "que bagunça era aquela, você tem dois capítulos truncados!" Reorganizei o trabalho e ficou muito bom. Não mostrei a ele a dedicatória, porque nessa época eu não havia migrado para o Face (como todo o planeta fez, menos eu e mais quinze pessoas). A política já estava tomando muito espaço e eu de longe, nesse período, falava pouco, apesar da constante presença virtual.


O dia três de outubro foi o "fim". O dia quatro de outubro foi gigantesco. Difícil. As pessoas reunidas ao redor das sementes plantadas durante toda a vida. 

Hoje estou aqui, somando esforços com outros que ainda não desistiram desse negócio complicado que nos fascina chamado "educação" . Como o "outro" disse (Marcelo Freixo), a forma de manter uma pessoa viva é continuar fazendo aquilo que essa pessoa fazia. Sementes, sempre presente. Emílio, sempre presente.

O velho milho, o velho amigo. Emílio Luiz Pedroso Araújo.






*http://come-se.blogspot.com.br/2011/10/frutos-marajoaras.html







sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Apenas conversas 1




                                                               

Ele sentou. Os olhos estavam voltados para os brinquedos da sala. Queria brincar. Talvez não tivesse brinquedos ou mesmo com quem brincar (digo brincar, como brincávamos antigamente).

Depois de falar sobre todas as amenidades possíveis, começamos a falar sobre a família. Ou a falta dela.

-Minha mãe me jogou fora, dizem que ela não tinha condições de me criar. Minha avó me pegou para criar. Sim, eu tenho irmãos. Pai eu não tenho, não. Tem o D. , ele é o meu pai, ele mora lá na rua.
O menino não soube explicar muito quem era o "pai", um vizinho ou amigo, talvez.

Não identificou uma cor, um número, uma letra, uma forma geométrica, nada. Nomeou alguns desenhos preferidos, filmes de morte, luta e do Chucky, o que degola cabeças. Mas disse em seguida que não queria fazer isso com ninguém, "pois quem faz isso com o colega vai para o chão, debaixo da terra."

(...)

 Perguntei:
-Você não faz a atividades, não presta atenção no que a sua professora fala, parece que não gosta da escola...
- Mas eu não gosto mesmo. Eu venho porque sou obrigado. A minha avó me obriga a vir pra cá. Eu queria ficar em casa. Na rua, lavando carro, eu arrumo dois mil...
- Dois mil? Ah, não, dois reais, né?
-Dois não, tia. Três. Na verdade, eu ganho oitenta. Gasto tudo, compro besteira.
- Mas você não quer aprender a ler, entender o que você escreve, o que está ao seu redor? Crescer, estudar mais, trabalhar?
- Queria ser bombeiro. Mas se tiver que ler, escrever, quero mesmo é lavar carro.
- E quem vai ler pra você? Quem vai escrever? A sua avó? Ela não vai poder fazer isso para sempre...
- Vai sim, vai sim, ela vai ler e escrever para mim!
- Então me diga: porque você não faz nenhuma atividade?
-Por que eu não tenho lápis...
-Não seja por isso, eu te dou um!
- NÃO ME DÁ NÃO, NÃO QUERO NÃO, TIA! SE VOCÊ ME DER, EU VOU TER QUE FAZER O DEVER... E EU NÃO VOU FAZER...








quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Rubem Alves







"O que é que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro. O que faz um povo são os pensamentos daqueles que o compõem" (Rubem Alves).







sexta-feira, 13 de junho de 2014

PARA UMA MENINA COM UMA FLOR



Minha namorada, Chega de saudade, Eu não existo sem você, Onde anda você. Todas vinicianas. Todas "muitas Nessas."
Mas hoje,  dia 12, eu vou de Menina com uma flor, com direito a livro/autógrafo do grande poetinha  (achado do meu caminho que garimpa o real valor da poesia).










Eu encontrei primeiro a Minha Namorada; depois a Menina com uma flor. Ambas feitas para uma das muitas mulheres de Vinícius. Bonito de ler e ouvir.

Atual, eterno, simples e lindo.




Para uma Menina como uma Flor

Vinícius de Moraes

Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, o que, aliás, você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado.

E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas estrangeiras.

E porque você sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano, e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar. E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre um nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, parecendo uma santa moderna, e anda lento, e fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der uma paradinha marota para olhar para trás, aí você pode se mandar, eu compreendo.

E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta e não concorda porque ele é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho. E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas. E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando. E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.

E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê. E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada", a fim de que, quando eu morrer, você, se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse cantando sem voz aquele pedaço que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois.

E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora - tão purinha entre as marias-sem-vergonha - a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nessas montanhas recortadas pela mão de Guignard; e o meu coração, como quando você me disse que me amava, põe-se a bater cada vez mais depressa.

E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos - eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfrentando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor.



Vinícius de Moraes
Para uma menina com uma flor
3º edição  Editora do Autor

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Educação é receita que nunca é demais


Às vezes acho que o blog não deveria mais ser aspie, visto que atualmente, quando sobra tempo e inspiração eu rascunho sobre tantas outras coisas . Ando de "ɐɔǝqɐɔ ɐʇuod". Mas esse é o meu normal! Por isso modifiquei a descrição do blog, para ter a liberdade de continuar falando sobre o TGD e ao mesmo tempo sobre tantas outras coisas que me trazem as tais cores (e quem sabe possa trazer cores para tantas outras pessoas do bem que passarem por aqui).

Mas hoje não falarei de cores (não, não é plágio da música que fala de flores). Essa semana foi uma semana pesada,  momento de reafirmar convicções e valores, desconstruindo alguns pensamentos estabelecidos e repensando o cotidiano sob o olhar do mundo real. Muitas reflexões sobre (o caos da) educação. Em 2015 completarei quinze anos de magistério (catorze na mesma escola na rede pública de ensino). O que mudou? Porque mudou? São tantas perguntas, tantas respostas baseadas em teorias. E nenhuma delas me respondeu  nada até o momento.



Fica a dica. ;)

terça-feira, 3 de junho de 2014

Qualquer dia, qualquer hora...

A gente se encontra, pra falar de amor!
Dá-lhe, Ayrão!


Olá- para quem gosta de ler o Borboleta Aspie  (e também para quem não gosta, hehe)! Se está aqui, perdido ou achado, dando uma olhadinha ou realmente interessado, de qualquer forma ou jeito, olá!

Minha última passagem por aqui foi em  fevereiro. Disse que voltaria já, mas esqueci de voltar. Esqueci nada! O blog ficou num canto, meio emburrado, mas ficou. As prioridades gritaram e eu não hesitei em ouví-las. O interessante é que os acessos estão bem altos para um pequeno blog que ultimamente caminha devagar, sem pressa. Mas é bom! Alguém está lendo os meus devaneios (nem tão devaneios assim).



Quem diria... eu achei que conseguiria ficar aqui por mais tempo.
Mas ainda não vai ser hoje.




terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Um dia de 72h, por favor!


Hoje o dia começou pequeno e terminou ENORME. Bem, na verdade, o dia começou sábado, na madrugada de domingo. Dia do aniversário de um pequenino muito querido da SR. Como sempre, os imprevistos, e por isso, quase não chego. Mas chegamos, em três, e a carruagem não virou abóbora. O sorrisinho de dentinhos de leite do garotinho de 7 anos nos fizeram rir e ter a certeza de que sair de casa depois das 23h só para entregar uma caixinha de presente VALE A PENA. Ainda mais se o pequeno presente vier acompanhado daquele  ingrediente que move toda e qualquer engrenagem: AMOR.

Mas, domingo era dia de outro pequeno. Um pequeno de 11 anos. Aquele que me " achou" no caminho da escola, com aquela blusa do Dia do Autismo. Parabéns pra você também, meu lindo! Papai e mamãe reservaram o dia para ele, com direito a mimos e Mc Donalds. De longe eu fico desejando tudo de bom para os três, família especial.

Hoje, o bate-papo foi tranquilo. Falar de teoria e prática, de prováveis problemas e possíveis soluções. 
Realidade de quem espera  o melhor, mesmo que esse melhor demore um pouquinho a chegar. Mesmo que às vezes o "calor" das emoções não deixe enxergar que é possível (re) encontrar pessoas que compartilhem dos seus (modestos) ideais. 

Livros sobre autismo e afins, cadernos, apostilas, anotações, lembranças e registros vão sendo entrelaçados. Mais um planejamento. Aí, Jr, o marido vulgo PHP (vide analista de sistemas) me aplica uma super sabotagem: os vídeos dos anos 80 gritam na tela do computador. A viagem é longa: começa com New Kids on the Block, passa por Back Street Boys, Menudo, Rá Tim Bum, A velha a fiar, Mãos Mágicas e tantos outros.

O dia de repente fica enorme...

E eu volto a ser tão, tão pequena... :)  



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ano novo, tudo novo (de novo)!




E lá vamos nós...

Eu fiz as contas: meus anos na educação já estão adolescentes. Será que é por isso que TUDO ISSO nos dá, digamos, um certo trabalho? Trabalho ou não, satisfação garantida e certeza que eu não gostaria de ser "outra coisa". 

Posso AFIRMAR que 2014 começou realmente novo, com algumas etapas sendo concluídas, outras desenhadas. Viver é assim, como dizia o outro, o tal do Millôr, é desenhar sem borracha...

Para adoçar os sentidos, FINALMENTE, as fotos das atividades realizadas no segundo semestre na Sala de Recursos (E. M. Kerma M. Franco). Que venha o ano letivo de 2014! E que seja bueno!

O mais interessante nisso tudo é lembrar de cada pedacinho dessas produções, que são parte do universo Sala de Recursos e também do cotidiano dos alunos. Cada um com sua história, percepção, emoção, entendimento. Por exemplo: O dia em que o Paulinho me disse que "balançou pra caramba em casa, cantando o amigo Vinícius de Moraes". O Gui, que cismou que o primo/amigo Vinícius também  era de Moraes, e completava insistentemente o nome dele com o sobrenome do poeta. Diogo, com os olhos fixos na tv, vendo e ouvindo o poeta declamar suas poesias, comemorando ao final como se fosse  gol num Fla-Flu (diga-se de passagem, meu aluno mudou de time por vontade própria e não escolheu nenhum dos dois, haha). Gleice, que foi a bonequinha amarela da Aquarela na peça da escola, com direito a fantasia e tudo!
William, adaptando as poesias e criando coreografias ousadas. Manderson, que brigava comigo por eu não ouvir outra coisa sem ser MPB, mas que se apaixonou junto comigo pelo poeta a ponto de querer abraçá-lo. Eu e Manderson dividindo voz em Samba da Rosa (com ele me chamando atenção por minha voz feminina estar atrapalhando sua voz masculina, rs).

Tudo isso somente foi possível porque sonhamos, porque acreditamos, porque realizamos.


Vinícius de Moraes: Onde anda você, poetinha? Saudade mandou te buscar...


A Galinha D'angola

Trechos de Pátria Minha e livros/telas: produção dos alunos

A pulga


O GRANDE Vininha

As garotas de Ipanema do Kerma

O poeta aprendiz, pequeno livro, pelos alunos


Samba da Rosa
(Vinícius de Toquinho)


O girassol, de Vinícius: produção com garrafa Pet






Nosso pequeno jardim: flores nos " vasinhos" produzidos com as embalagens da sandália IPANEMA
Eu sei que vou te amar (Vinícius e Jobim).




A casa, cantada e contada: Na minha casa tem...


Você canta e a casa desmonta... "Era uma casa, muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada..."Até o penico, " não tinha ali". Só sobra a placa, " Na Rua dos Bobos, nº zero". Detalhe da Polly (emprestada) da Larissa na rede. Mas "ninguém podia dormir na rede, porque na casa não tinha parede". E elas vão embora...

Algumas pegadas, ainda sem os respectivos nomes: EU NÃO ANDO SÓ.
 SÓ ANDO EM BOA COMPANHIA (Para viver um grande amor).

Cartas para Vinícius de Moraes

Cartas para Vinícius de Moraes

Cartas para Vinícius de Moraes

Cartas para Vinícius de Moraes

Cartas para Vinícius de Moraes

As formigas, de garrafa Pet

Mais " Garotas de Ipanema" do Kerma





Samba da Rosa, escrito, cantado e distribuído em rosas- Centenário de Vinícius de Moraes  (19/10/1913*19/10/2013).


O Girassol: recorte, colagem e muita criatividade da pequena Gleice

As borboletas
Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas









A casa

Eu bem que me arrisquei rapidamente na "Aquarela", rs
E o beijo azul foi de verdade
Azul, para lembrar o azul do Autismo! :)

O sol do Girassol, sol de Itapuã, sempre cantado por Vininha

Rancho das flores em guache

E a legenda poderia ser "Vinícius de Moraes, o branco mais preto do Brasil", como na canção Samba da Benção








quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

"Eu nunca me canso do uníssono com a vida!"



Madrugada do dia primeiro, filha com ares de Feliz Ano Novo, computador ligado com dez páginas abertas e uma delas arriscando um Caetano, o Veloso.  "Isso te acalma". Cantei mentalmente "Me acolhe a alma, isso me ajuda a viver". 
Em todos os cantos virtuais (ou não) nos deparamos com  mensagens de otimismo para o novo ano. Ah! Minha mãe não quebrou a corrente do ano velhinho e do ano bebê.
Sou seu Sabiá: Canção-poesia multiuso. Você ouve para sorrir ou para chorar, ela serve para mimar você, para te acolher, seja o seu estado de alegria ou de "necessidade alheia". Escute a voz de quem ama, ela chega aí. De longe ou perto, acredite: É só ter alma de ouvir/ E coração de escutar.
Mensagem para 2014: "Eu nunca me canso do uníssono com a vida!"


Sou seu Sabiá (Caetano Veloso)

Se o mundo for desabar sobre a sua cama
E o medo se aconchegar sob o seu lençol
E se você sem dormir
Tremer ao nascer do sol
Escute a voz de quem ama
Ela chega aí
Você pode estar tristíssimo no seu quarto
Que eu sempre terei meu jeito de consolar
É só ter alma de ouvir
E coração de escutar
Eu nunca me canso do uníssono com a vida
Eu sou
Sou seu sabiá
Não importa onde for
Vou te catar
Te vou cantar
Te vou, te vou, te vou, te dar
Eu sou
Sou seu sabiá
O que eu tenho eu te dou
Que tenho a dar?
Só tenho a voz
Cantar, cantar, cantar, cantar



*Agora recolhe teus sonhos e descansa, porque o ano novo precisa de gente que saiba pisar nos freios de vez em quando." :)