DANIEL AZULAY. Tem gente que gosta. Tem gente que não gosta. Tem gente que nem lembra. Eu lembro e me emociono, pois traz a recordação de uma infância muito boa, a minha infância. No auge dos anos 80, programas educativos eram comuns na rotina da criançada, paralelo às brincadeiras ingênuas que hoje os pequenos desconhecem (a maioria). Eu me lembro do meu fascínio por programas como Mãos Mágicas na antiga TVE (canal 2), que estimulavam o pensamento criativo e habilidade com a tesoura, cola, papel e sucata. Mas não parava por aí: eu ainda tinha o Sítio do PicaPau amarelo- versão antiga, claro, com o André Valli no papel de Visconde, Zilka Salaberry como Dona Benta, Jacira Sampaio e os bolinhos da tia Anastácia, Reny de Oliveira e sua Emília marrenta. E o Canta Conto? As músicas, as histórias cantadas, a interpretação afetiva e alegre sempre impecável de Bia Bedran. Enfim... tempos bons aqueles. Daniel Azulay fazia parte deste enredo com sua turma do Lambe Lambe. "Olá, amiguinhos!" Bem, eu tentava acompanhar os desenhos do Azulay, mas, hehe, nem preciso dizer, né? Ficou a saudade... Saudade?
Ano passado, por volta do mês de junho, participei de uma formação continuada no meu município. Foram três encontros, adivinhem com quem? Com o Daniel Azulay, claro. Nossa, eu fiquei muito emocionada, não "tiete", mas sim encantada com as atividades propostas na formação que nos levavam o tempo todo ao universo infantil. A proposta não era formar desenhistas em apenas três encontros, mas sim valorizar essa "criatividade espontânea" em nossa prática pedagógica. Com algumas noções e dicas do Daniel, criamos nossas artes, assistimos trechos de episódios antigos e rimos, rimos muito. No último dia, produzimos máscaras a partir de material cirúrgico (se me autorizarem, eu posto as fotos, a modelo pode fazer algumas exigências, rs) e um mimo que ficou uma gracinha, com biscuit. Simples assim? Pois é. Mas como sempre digo, as coisas simples me fascinam.
No último dia do encontro tive uma passagem engraçada, quando entrei no elevador e esbarrei
com ele. Cumprimentei-o, obviamente. Mas vontade era de perguntar pela
Chicória e toda turma. Não abri a boca, rs.
Comprei o livro do Daniel de atividades com sucata e o cd (autografado). Guardei com carinho a lembrança de um carinha muito legal que me fez muito feliz durante muitos anos de minha vida. No finalzinho, conversei com ele sobre a descaracterização da infância, a importância de minha mãe na minha formação e no meu papel como mãe de uma pequena nascida nos tempos de escassez cultural no universo infantil. Ele ficou bastante empolgado quando eu contei sobre minhas peripécias no garimpo de material dos anos 80. Bem me lembro da Larissa aos três aninhos gritando "olha o Chico" toda feliz numa loja de cds (o Chico, nada mais nada menos que o Chico Buarque). Bravo, bravo!
Quando Daniel assoviou, no final do encontro, como fazia no programa, chorei horrores, :)!
Encontrei esta foto no computador, no meio de tantas outras. Tanto pra
escrever e sem tempo. Mas eu tinha que compartilhar um pouquinho daquilo
que acho que é bom.
Algodão doce pra você!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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