quarta-feira, 17 de abril de 2013

Licença poética: um segundo para Vininha

Depois da filha dar aquele susto (filha doente, Vanessa off) eu consegui aparecer por aqui. Ela está melhor-e eu também.  Apesar do cansaço e falta de tempo (sempre o tempo, sempre o tempo) continuo disposta a vir aqui com frequência para  escrever, compartilhar as cores da alegria. 
Estou aqui digitando e ouvindo a Vanessa da Mata (que não sou eu) cantar Jobim e de quebra Vinícius de Moraes no Programa do Jô. Nem gosto tanto do programa dele que às vezes é impróprio para menores de 30 anos, hehe. Mas hoje a televisão ficou ligada e eu repassando a minha paixão pelo poetinha. Eu poderia até dizer que não sei de onde veio essa paixão que eu tenho por essas coisas. Mas EU CREIO que isso vem de um tempo muito, muito, muito antigo. Palpite:  "barriga da mamãe".
Acho que o tal de Vininha me perseguia. Lembro de minha mãe cantando "Eu não existo sem você", isso quando eu era bem pequena mesmo. Ela também  arriscava Águas de Março no violão, a introdução, se não me engano. Dessa época  ficou a lembrança da foto da Amelinha, ex-Zé Ramalho, capa de uma fita K 7 (Super Anos 80). Claro, a clássica Foi Deus que fez você, a preferida. Mas não só ela. Eu tinha um carinho pela Valsinha, do Chico e do Vinícius, na fita cantada pela Amelinha e Toquinho. Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar... Amelinha até ganhou poesia do Vininha: “Vá jandaiazinha, abra as asas, alce vôo, voe bem alto e cante tudo por aí afora, porque você canta lindo."
Em outra postagem, falei sobre a minha infância. Descrevi os programas educativos, os discos de história, as músicas de Bia Bedran no Canta Conto e Daniel Azulay. Dos discos? Nenhum do Vinícius. Mas... na Coleção TABA havia uma história do Joel Rufino, Marinho, o marinheiro, que guardou uma surpresa para toda a vida, uma canção que contava com a parceria de Baden Powel e o de Moraes. Qual foi minha surpresa quando vi que a música que eu cantei duzentas (mil) vezes era dele também? E isso eu descobri um dia desses no site www.viniciusdemoraes.com.br.

Não parou por aí.  As provas no colégio, poesias, trechos de músicas da Arca de Noé 1 e 2/Vinicius para crianças. Festival de poesia na escola,  adivinhe qual  música que abria o evento: Gente Humilde, do Chico Buarque e Vininha. Eu ficava nos ensaios ouvindo e assistindo o casal que faria o dueto, fascinada. Tinha quinze anos. 

Eis que a vida achava que era pouco, o cônjuge (vulgo marido) faz aniversário no dia do aniversário do poeta. Coincidências... 

Vinícius faleceu em julho de 1980, antes que eu nascesse. Podia ter esperado um pouquinho. Mas para mim, nem parece que não está aprontando por aí.. Ele está vivo, assim como sua música  e poesia. Qualidade, defeitos, polêmicas, coração e emoção nas letras e atitudes.
Poeta, meu poeta camarada... se todos fossem iguais a você...

"Tudo na mais perfeita ordem, tudo na mais santa paz."

:)

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