Faz um bom tempo que não escrevo. Ou melhor, escrevo e não posto. As mensagens dormem: aguardam possíveis edições, começam a acumular, ficam aqui perdidas e restritas ao meu acesso. Leio, acrescento duas ou três palavras, edito mais um pouco, salvo.
Aos poucos irei aparar as arestas das palavras.
O que é engraçado, pois as "muitas Nessas" me assustam um pouco.
Muita coisa aconteceu em 2020 e lendo o que não foi postado vejo o
quanto foi arrancado e o outro tanto que não vai sair nunca de dentro. Aquilo
que nasce e que fica eterno.
"Sou água de rio que vai para o mar..."
Que é e não deixa de ser, a essência que fica. Mesmo as palavras não ditas são sentidas.
Como tem sido bom sorrir, sorrir junto, sorrir para o ato terapêutico. Sorrir sem compromisso, "sem plateia, sem obrigação de".
Escrevo de novo, de novo, de novo... a vontade de voltar a partilhar.
A cada dia , uma certeza,
"Saudade existe para quem sabe ter
É a verdade que me faz viver..."
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