quinta-feira, 12 de agosto de 2021


[...] Aliás, onde estão as borboletas, que desapareceram dos jardins e parques, que não agitam mais suas asinhas coloridas em torno dos pés de manacá ou por entre o capim alto dos terrenos baldios da cidade?

 Será que não concordam com o mau-gosto dos objetos feitos com suas asas e em sinal de protesto contra a estultícia do turista consumidor suicidaram-se em massa atirando-se ao mar? De fato, não há mais borboletas. A última que vi era uma grande borboleta amarela num livro de crônicas de Rubem Braga...


(Vinícius de Moraes)


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