[...] Aliás, onde estão as borboletas, que desapareceram dos jardins e parques, que não agitam mais suas asinhas coloridas em torno dos pés de manacá ou por entre o capim alto dos terrenos baldios da cidade?
Será que não concordam com o
mau-gosto dos objetos feitos com suas asas e em sinal de protesto contra a
estultícia do turista consumidor suicidaram-se em massa atirando-se ao mar? De
fato, não há mais borboletas. A última que vi era uma grande borboleta amarela
num livro de crônicas de Rubem Braga...
(Vinícius de Moraes)
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