"Boa noite, rainha" (a música do Ritchie que virou beijo antes de dormir).
A saudade que sinto do seu abraço. Do meu cabelo agarrando na sua barba.
Do costume de fazermos as refeições juntos.
Outubro apertado. Uma saudade que nunca imaginei sentir.
Vejo você todos os dias nas pequenas coisas.
Vejo você em todos nós.
Em mim.
Me lembrei hoje de todas as bonecas e ursinhos que você me deu, junto com minha mãe. A família Peposo. Meu Peposinho.
Do "sorvete quente", do Chocolate Surpresa, do álbum do Jaspion e Changeman. Da blusinha do Rock in Rio. Da Babinha, Bate Palminha, Chuquinhas, Poeminha (ela está aqui em casa, finalmente).
Fiquei lembrando da minha mãe me ensinando a ler com os gibis que você prometeu comprar para mim todos os domingos na banca "lá do outro lado". Do nosso domingo na feira pela manhã.
Não é o consumir, querer, comprar, ter. Mas o significado de cada objeto que conta a história da vida toda.
Que saudade dos nossos passeios! Da última viagem!
E da viagem pós pandemia que não aconteceu.
Pai, neste dia sem a sua presença, estou em oração para que possamos suportar em amor. E que esse amor nos permita sorrir com as lembranças.
Histórias não faltam.
Saudade também.
Amor infinito.
Meu amor nunca dorme. Nem descansa.
A gente daqui continua fazendo a história...
Não deixaremos de ser "nós".
"Boa noite, dorme com Deus, bença pai."
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