quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ano novo, tudo novo (de novo)!




E lá vamos nós...

Eu fiz as contas: meus anos na educação já estão adolescentes. Será que é por isso que TUDO ISSO nos dá, digamos, um certo trabalho? Trabalho ou não, satisfação garantida e certeza que eu não gostaria de ser "outra coisa". 

Posso AFIRMAR que 2014 começou realmente novo, com algumas etapas sendo concluídas, outras desenhadas. Viver é assim, como dizia o outro, o tal do Millôr, é desenhar sem borracha...

Para adoçar os sentidos, FINALMENTE, as fotos das atividades realizadas no segundo semestre na Sala de Recursos (E. M. Kerma M. Franco). Que venha o ano letivo de 2014! E que seja bueno!

O mais interessante nisso tudo é lembrar de cada pedacinho dessas produções, que são parte do universo Sala de Recursos e também do cotidiano dos alunos. Cada um com sua história, percepção, emoção, entendimento. Por exemplo: O dia em que o Paulinho me disse que "balançou pra caramba em casa, cantando o amigo Vinícius de Moraes". O Gui, que cismou que o primo/amigo Vinícius também  era de Moraes, e completava insistentemente o nome dele com o sobrenome do poeta. Diogo, com os olhos fixos na tv, vendo e ouvindo o poeta declamar suas poesias, comemorando ao final como se fosse  gol num Fla-Flu (diga-se de passagem, meu aluno mudou de time por vontade própria e não escolheu nenhum dos dois, haha). Gleice, que foi a bonequinha amarela da Aquarela na peça da escola, com direito a fantasia e tudo!
William, adaptando as poesias e criando coreografias ousadas. Manderson, que brigava comigo por eu não ouvir outra coisa sem ser MPB, mas que se apaixonou junto comigo pelo poeta a ponto de querer abraçá-lo. Eu e Manderson dividindo voz em Samba da Rosa (com ele me chamando atenção por minha voz feminina estar atrapalhando sua voz masculina, rs).

Tudo isso somente foi possível porque sonhamos, porque acreditamos, porque realizamos.


Vinícius de Moraes: Onde anda você, poetinha? Saudade mandou te buscar...


A Galinha D'angola

Trechos de Pátria Minha e livros/telas: produção dos alunos

A pulga


O GRANDE Vininha

As garotas de Ipanema do Kerma

O poeta aprendiz, pequeno livro, pelos alunos


Samba da Rosa
(Vinícius de Toquinho)


O girassol, de Vinícius: produção com garrafa Pet






Nosso pequeno jardim: flores nos " vasinhos" produzidos com as embalagens da sandália IPANEMA
Eu sei que vou te amar (Vinícius e Jobim).




A casa, cantada e contada: Na minha casa tem...


Você canta e a casa desmonta... "Era uma casa, muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada..."Até o penico, " não tinha ali". Só sobra a placa, " Na Rua dos Bobos, nº zero". Detalhe da Polly (emprestada) da Larissa na rede. Mas "ninguém podia dormir na rede, porque na casa não tinha parede". E elas vão embora...

Algumas pegadas, ainda sem os respectivos nomes: EU NÃO ANDO SÓ.
 SÓ ANDO EM BOA COMPANHIA (Para viver um grande amor).

Cartas para Vinícius de Moraes

Cartas para Vinícius de Moraes

Cartas para Vinícius de Moraes

Cartas para Vinícius de Moraes

Cartas para Vinícius de Moraes

As formigas, de garrafa Pet

Mais " Garotas de Ipanema" do Kerma





Samba da Rosa, escrito, cantado e distribuído em rosas- Centenário de Vinícius de Moraes  (19/10/1913*19/10/2013).


O Girassol: recorte, colagem e muita criatividade da pequena Gleice

As borboletas
Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas









A casa

Eu bem que me arrisquei rapidamente na "Aquarela", rs
E o beijo azul foi de verdade
Azul, para lembrar o azul do Autismo! :)

O sol do Girassol, sol de Itapuã, sempre cantado por Vininha

Rancho das flores em guache

E a legenda poderia ser "Vinícius de Moraes, o branco mais preto do Brasil", como na canção Samba da Benção








quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

"Eu nunca me canso do uníssono com a vida!"



Madrugada do dia primeiro, filha com ares de Feliz Ano Novo, computador ligado com dez páginas abertas e uma delas arriscando um Caetano, o Veloso.  "Isso te acalma". Cantei mentalmente "Me acolhe a alma, isso me ajuda a viver". 
Em todos os cantos virtuais (ou não) nos deparamos com  mensagens de otimismo para o novo ano. Ah! Minha mãe não quebrou a corrente do ano velhinho e do ano bebê.
Sou seu Sabiá: Canção-poesia multiuso. Você ouve para sorrir ou para chorar, ela serve para mimar você, para te acolher, seja o seu estado de alegria ou de "necessidade alheia". Escute a voz de quem ama, ela chega aí. De longe ou perto, acredite: É só ter alma de ouvir/ E coração de escutar.
Mensagem para 2014: "Eu nunca me canso do uníssono com a vida!"


Sou seu Sabiá (Caetano Veloso)

Se o mundo for desabar sobre a sua cama
E o medo se aconchegar sob o seu lençol
E se você sem dormir
Tremer ao nascer do sol
Escute a voz de quem ama
Ela chega aí
Você pode estar tristíssimo no seu quarto
Que eu sempre terei meu jeito de consolar
É só ter alma de ouvir
E coração de escutar
Eu nunca me canso do uníssono com a vida
Eu sou
Sou seu sabiá
Não importa onde for
Vou te catar
Te vou cantar
Te vou, te vou, te vou, te dar
Eu sou
Sou seu sabiá
O que eu tenho eu te dou
Que tenho a dar?
Só tenho a voz
Cantar, cantar, cantar, cantar



*Agora recolhe teus sonhos e descansa, porque o ano novo precisa de gente que saiba pisar nos freios de vez em quando." :)


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Licença poética para um sorriso: " É que eu começo como termino..."




                Canção, liberdade, vida? Não, apenas um  passarinhozinho que caiu do ninho e adotou a gente por uns dias.



Então... peço licença para escrever com aquele sorriso sentiiiiiiiiido que só as muitas Nessas sabem sorrir.

Os dias de 2013 estavam tão ligeiros  (como sempre, acelerados) e quando vi, resolveram estacionar. Outubro grande, novembro longo, dezembro que não acabava. Ventos, chuvas, cores nem tão alegres. Mas estamos aqui, novamente, neste mesmo bloguinho querido, com aquela vontade de abraço de sempre, vontade continuar sonhando para escrever a história com as sete cores.

Preciso vir aqui, mesmo com o sorriso meio tímido, para compartilhar as coisas boas deste finalzinho de 2013. Sim, houve muita coisa boa no meio do cinza.  E quando não havia coisa boa eu inventava. Porque se for para chorar que seja de felicidade...

Minha mãe por muitos anos, no decorrer do dia 31 de dezembro, descrevia diversas vezes o "velhinho" que ia embora e  dava lugar ao "novo". Mais ou menos assim: " Olha, 2013 está indo embora, velhinho e vem chegando 2014, um bebezinho, novinho." Lembranças. Então, vou dar um abraço no 2013 que nos deixa. Mas com um recado: Você trouxe muitas surpresas gostosas. Mas foi um tanto malvado. Te perdoo.
 E você, 2014, te comporta, guri. Se não os parcos neurônios não aguentam e você vai acabar indo para o quarto escuro (nossa, que medo!).Rsrs.


Felicidades em 2014 para  quem está aqui comigo lendo e sonhando junto. Amor para quem sabe amar (e também para aqueles que não sabem). Ética, honestidade, respeito, solidariedade. Saúde para todos nós.

Mas, sem Vinícius, o de Moraes, eu não sou Nessa. Poesia rapidinha . Depois das rabanadas, do calorão  e da tempestade, um canal humilde da tv aberta passava um especial "Vinícius e Mulheres". Presentão. Então, começo como termino. Ou termino como começo, com as cores, com a vida, com os sonhos e também com o amor que me auxilia no  malabarismo com as palavras.

Eu sou inteira. Sou amor, saudade, esperança, força, sorriso, cores.
Me deito nas cores/  nelas, sou mais feliz.

FELIZ 2014!





sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Hoje, sem palavras...






"Qual a maior razão da vida além de olhar para os "lados" e ver GENTE ao meu redor? Eu sou absolutamente fascinado pela felicidade. Ser feliz com a felicidade alheia é tudo de bom. Sei que terei que aturar vocês pela minha vida. Tenho que dar um jeito disso me dar alguma satisfação (E.A.)."






quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Ao amigo Emílio Luiz Pedroso Araújo



A vida é arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida (Vinícius de Moraes).





Dignidade: cada um tem aquilo que sua história constrói (Marcelo Freixo).


Eu poderia  escrever somente uma música, uma poesia, um verso, algo que representasse o que sinto agora. Poderia reproduzir aqui várias conversas engraçadas e outras muito formais, mensagens daquelas que sem querer param na lixeira da conta de email e você descobre muito, muito tempo depois e chora e ri ao mesmo tempo. Poderia escrever horas e horas sobre os fóruns do antigo Orkut: professores fortalecendo laços através das redes sociais, as sessões de terapia online... Muitas gargalhadas, uma sala de bate papo com direito à enquete e tudo! As apostas! Quando cai o pagamento? Quando sai o enquadramento? Poderia também falar da dor que fica, da saudade que aperta a garganta e o peito. Do choro que explode quando você recebe uma notícia e não acredita, ou não quer acreditar. Eu não sei lidar com isso. Perdas são muito dolorosas, todas elas. Ainda sou apaixonada por "gente", e cuido daqueles que amo. Os amigos queridos que tenho, talvez não muitos, estão guardados e protegidos num lugar muito especial. É visceral, por inteiro.

Sem palavras. 
Mas me esforço para escrever.

Fica a certeza que a educação perde um apaixonado que plantou belas sementes! Fica a certeza que o Clássico Vovô-Fluminense e Botafogo- será muito triste por um tempo que eu não consigo dimensionar. Para ser mais cruel, ontem Flu e Botafogo jogaram -e empataram. Não chegou nenhum email me xingando por conta do apito amigo, achei estranho. "Timeco de estrelas, frufru, Unimed Futebol Club",  as ofensas mais infames registradas em alguns anos de emails que me arrancavam os "parcos neurônios". Nem sempre esses emails eram tão bem vindos assim, é verdade. Mas também faziam pensar, quando falavam das paixões (educação, família-os "pequenos" filhotes-, Casillero, política, o Glorioso, Neruda, cupuaçu).

Brincava com as cores, brigava com a certeza que sairia vencedor. Poucas vezes travei lutas com ele, pois eu já entrava na briga com muitos pontos a menos...

Não consigo escrever mais...
Para quem não compreende a saudade que fica, pense numa pessoa ENORME num corpo de 1.60 que não cabia tanta inteligência, a disponibilidade para ajudar os outros e amor por um ideal. Um cara insuportavelmente simples! Emílio Araújo. Para ele, para os seus e para aqueles que o admiram, mesmo que não presente fisicamente, aplausos!

A você, amigo, parte do email  que  enviei ontem e infelizmente não terei resposta.

“Vc deve estar envolvido nisso tudo, pq sei que vc ama tudo isso. VC é ISSO tudo.
Cuida dessa gente toda, mas também de você. Beijo, sempre.“



Emílio Araújo, presente!

Do teu coração me diz adeus uma criança.
E eu lhe digo
adeus.

Pablo Neruda



"Te cuida."

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Mode on sobrevivência!





Então...
A pessoa que vos escreve anda mais devagar do que tudo, apesar da constante correria. Frase contraditória, mas no momento estou assim: doce e ácido na mesma porção. Signores, bom apetite!

Mode on sobrevivência
As idéias fervem! O acumulado transborda!  O trabalho (des) acumula e quando você olha...  outubro chegando!
Os pequenos da SR vem produzindo mais e mais e a cada dia avançamos um degrau. Paciência, esforço, dedicação, compromisso. O autismo ainda é o cerne, mas a pós anda enlouquecendo os meus parcos neurônios (é isso mesmo, buenos dias, muchacho). 
Vou tentar atualizar mais vezes esse canto pois nesse ritmo lento das postagens o blog termina antes de começar.

É isso. Se você chegou até aqui puxa uma cadeira e vem prosear. Eu vou escrevendo enquanto posso. A gente vai levando, indo e vindo, rindo e quando necessário chorando um pouco, nem que seja de felicidade. Vida de verdade.

A vida é pra valer, a vida é pra levar, assim diz o poeta. 

E a Barbie versão equilibrista da foto é obra da filha sapeca. Que amor!





Vi-vendo Vinícius, o de Moraes

As fotos que eu tenho tanta preguiça de postar, até que enfim!

Atividades realizadas no primeiro semestre de 2013 na Sala de Recursos Multifuncionais!
"Onde anda você, poetinha? Saudade mandou te buscar!"

Espero conseguir voltar e colocar uma descrição decente nos posts. :)


  















Essas gracinhas representam a poesia AS FORMIGAS e já fazem parte do segundo semestre. E que venham os girassóis!







quarta-feira, 12 de junho de 2013

Palavras...

Palavras que abraçam.
Sorriso que acolhe.
Coisas simples.
Só isso.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Astrônoma, mimada e Du Moscovis II

"Se eu pudesse por um dia, esse amor, essa alegria
Eu te juro, te daria, se  pudesse esse amor por um dia..."
                                                                         Tom Jobim

Trilha sonora do menino brilhante  que me apelidou de "Astrônoma com formação em homo sapiens". 


Astrônoma com formação em homo sapiens. Estranho apelido? Para quem era chamada de veterana, nem tanto. Eu percebia que o menino, já um rapazinho, gostava de apelidar coisas e pessoas. Havia uma professora que era chamada de "exuberante", por conta de sua beleza e simpatia, além dos aspectos afetivos que certamente a embelezavam ainda mais. Duas professoras grávidas tinham seus respectivos filhos apelidados de Natércio e Frau Herta, creio eu pelo fascínio que o menino tem por novelas e televisão. As histórias, os "causos", sempre contextualizados ao mundo real/fictício da TV. Com o tempo, não precisei fazer muito esforço para entender sua linguagem ou forma peculiar de dizer o que sentia. Ficava claro que os sentimentos eram explícitos, vivenciados e demonstrados a todo instante. Estava ali, eram os olhos alheios que estavam fechados.

Meu primeiro contato significativo com P.R. (vou chamá-lo assim durante os posts) foi durante o atendimento na Sala de Recursos. No recreio dele, passava uns minutinhos na minha sala. Eu roubava um beijo no rosto e ele utilizava meu netbook para realizar rápidas pesquisas (novelas, músicas, imagens de atrizes da Rede Record). O início desse vínculo começou num dia em que P.R. entrou na SR e pediu uma revista para folhear. De repente, começou a cantar a música A filha do seu Faceta, muito conhecida...  Didi e Zacarias (Renato Aragão e Mauro Gonçalves) cantam a música com muita graça e ironia (aqui: http://letras.mus.br/os-trapalhoes/1302076/). P.R. foi além: substituiu algumas profissões por outras, criando sua própria paródia. Eis que no decorrer da música eu já cantava junto, afinal, sou uma autêntica criatura dos anos 80. Porém, no final, o menino pediu para parar tudo:
-Você não canta o Ney Matogrosso, canta Du Moscovis!
Na força do momento eu nem questionei! Queria ganhar a confiança do menino, cantei o trecho substituindo por  Du Moscovis e assim criamos um novo fim.

As semanas foram passando, me agarrei a linguagem musical do menino e aos seus interesses que agora já eram meus também. Vínculo formado. Foi assim que um dia, ao olhar a foto da minha filha  P.R. perguntou se ela estava bem. Na verdade não estava... Com a mudança do tempo, minha filha estava febril em casa com sinusite.

Dias depois, P.R. entra na minha sala e dispara:
-Como está a nossa mimada? Ainda se encontra acamada no leito?

Essa linguagem rebuscada cheia de os-as-lhes me fascinava! Prontamente respondi que minha filha não estava acamada ou no leito, já se encontrava melhor, pois havia sido medicada. 
-O Du Moscovis vai vir buscar você hoje?
Ahh,  ficou claro quem era Du Moscovis. Meu digníssimo cônjuge, vulgo marido (Jr). Então, o homem lobisomem não era o Ney Matogrosso e sim, Jr, batizado espontaneamente de Eduardo Moscovis. Vanessa, a Astrônoma, Lalá, a "mimada" e  Jr, o Du. Família!

Após esse episódio, as conversas sempre giravam sobre os centros de interesse do menino.  A modelo que apareceu na novela das 9h, o filme e os personagens que se misturavam ao cotidiano. Um dia, me perguntou se eu conhecia o tal de Vinícius de Moraes, o poeta. Achei curioso, pensei: "Ele está me observando o tempo todo, sempre tenho uma coisa ou outra aberta no computador sobre MPB".

Interessante que um aluno meu de quem falarei aqui no Borboleta Aspie ainda é curioso quanto ao meu amor por MPB. Várias vezes me perguntou sobre a minha preferência por MPB. Mas esse é para outra postagem.

Comecei a mostrar algo de VM e Toquinho para ele. No início pensei até que estivesse sendo chata, mas vi que havia me equivocado. Ele gostava! Conhecia as aberturas das novelas de Manoel Carlos!

Certo dia, P.R. pediu para acessar o YouTube. Ele não procurou as novelas da Record. Escreveu Vinícius de Moraes e em seguida "Por amor". Com a busca um pouco confusa apareceram cenas, trechos da novela de Manoel Carlos. Depois vimos outras aberturas de novela (Mulheres Apaixonadas, Viver a vida).
Naquele dia, P.R. parecia nervoso, agitado. Perguntei se ele queria cantar a música. Recebi a seguinte resposta:
-Quando eu voltar aqui, sexta-feira, vamos cantar essa música.
Não lembro exatamente o motivo, mas ele não apareceu por alguns dias. A correria durante o atendimento  na SR não me deixou falar nada quando P.R. entrou rapidamente , puxou o netbook, abriu o respectivo vídeo e começou a cantar Falando de amor, do Tom Jobim. Ele me olhava e repetia: "Combinamos cantar e assistir a abertura de Por amor". De mãos dadas, P.R. e eu cantamos juntos o trecho da abertura:


Se eu pudesse por um dia
Esse amor essa alegria
Eu te juro, te daria
Se pudesse esse amor todo dia

Chega perto 
Vem sem medo
Chega mais meu coração
Vem ouvir esse segredo
Escondido num choro-canção

Se soubesses como eu gosto
Do teu cheiro teu jeito de flor
Não negavas um beijinho
A quem anda perdido de amor

Chora flauta chora pinho
Choro eu o teu cantor
Chora manso bem baixinho
Nesse choro falando de amor

Link: http://www.vagalume.com.br/tom-jobim/falando-de-amor.html#ixzz2V75Vj2B1



A música não precisa ser explicada, basta ser sentida. Após cantá-la duas, três vezes, gravamos improvisadamente no celular, com a permissão do mesmo. Tempos depois presentei a mãe de P.R. com a gravação em cd. Segundo a mãe, a avó do menino se emocionou com a gravação pois ainda não tinha ouvido P.R. cantar, assim como ela mesma...

"Lá no fundo do meu coração..." 

:)