sexta-feira, 13 de junho de 2014

PARA UMA MENINA COM UMA FLOR



Minha namorada, Chega de saudade, Eu não existo sem você, Onde anda você. Todas vinicianas. Todas "muitas Nessas."
Mas hoje,  dia 12, eu vou de Menina com uma flor, com direito a livro/autógrafo do grande poetinha  (achado do meu caminho que garimpa o real valor da poesia).










Eu encontrei primeiro a Minha Namorada; depois a Menina com uma flor. Ambas feitas para uma das muitas mulheres de Vinícius. Bonito de ler e ouvir.

Atual, eterno, simples e lindo.




Para uma Menina como uma Flor

Vinícius de Moraes

Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, o que, aliás, você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado.

E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas estrangeiras.

E porque você sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano, e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar. E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre um nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, parecendo uma santa moderna, e anda lento, e fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der uma paradinha marota para olhar para trás, aí você pode se mandar, eu compreendo.

E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta e não concorda porque ele é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho. E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas. E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando. E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.

E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê. E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada", a fim de que, quando eu morrer, você, se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse cantando sem voz aquele pedaço que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois.

E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora - tão purinha entre as marias-sem-vergonha - a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nessas montanhas recortadas pela mão de Guignard; e o meu coração, como quando você me disse que me amava, põe-se a bater cada vez mais depressa.

E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos - eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfrentando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor.



Vinícius de Moraes
Para uma menina com uma flor
3º edição  Editora do Autor

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Educação é receita que nunca é demais


Às vezes acho que o blog não deveria mais ser aspie, visto que atualmente, quando sobra tempo e inspiração eu rascunho sobre tantas outras coisas . Ando de "ɐɔǝqɐɔ ɐʇuod". Mas esse é o meu normal! Por isso modifiquei a descrição do blog, para ter a liberdade de continuar falando sobre o TGD e ao mesmo tempo sobre tantas outras coisas que me trazem as tais cores (e quem sabe possa trazer cores para tantas outras pessoas do bem que passarem por aqui).

Mas hoje não falarei de cores (não, não é plágio da música que fala de flores). Essa semana foi uma semana pesada,  momento de reafirmar convicções e valores, desconstruindo alguns pensamentos estabelecidos e repensando o cotidiano sob o olhar do mundo real. Muitas reflexões sobre (o caos da) educação. Em 2015 completarei quinze anos de magistério (catorze na mesma escola na rede pública de ensino). O que mudou? Porque mudou? São tantas perguntas, tantas respostas baseadas em teorias. E nenhuma delas me respondeu  nada até o momento.



Fica a dica. ;)

terça-feira, 3 de junho de 2014

Qualquer dia, qualquer hora...

A gente se encontra, pra falar de amor!
Dá-lhe, Ayrão!


Olá- para quem gosta de ler o Borboleta Aspie  (e também para quem não gosta, hehe)! Se está aqui, perdido ou achado, dando uma olhadinha ou realmente interessado, de qualquer forma ou jeito, olá!

Minha última passagem por aqui foi em  fevereiro. Disse que voltaria já, mas esqueci de voltar. Esqueci nada! O blog ficou num canto, meio emburrado, mas ficou. As prioridades gritaram e eu não hesitei em ouví-las. O interessante é que os acessos estão bem altos para um pequeno blog que ultimamente caminha devagar, sem pressa. Mas é bom! Alguém está lendo os meus devaneios (nem tão devaneios assim).



Quem diria... eu achei que conseguiria ficar aqui por mais tempo.
Mas ainda não vai ser hoje.




terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Um dia de 72h, por favor!


Hoje o dia começou pequeno e terminou ENORME. Bem, na verdade, o dia começou sábado, na madrugada de domingo. Dia do aniversário de um pequenino muito querido da SR. Como sempre, os imprevistos, e por isso, quase não chego. Mas chegamos, em três, e a carruagem não virou abóbora. O sorrisinho de dentinhos de leite do garotinho de 7 anos nos fizeram rir e ter a certeza de que sair de casa depois das 23h só para entregar uma caixinha de presente VALE A PENA. Ainda mais se o pequeno presente vier acompanhado daquele  ingrediente que move toda e qualquer engrenagem: AMOR.

Mas, domingo era dia de outro pequeno. Um pequeno de 11 anos. Aquele que me " achou" no caminho da escola, com aquela blusa do Dia do Autismo. Parabéns pra você também, meu lindo! Papai e mamãe reservaram o dia para ele, com direito a mimos e Mc Donalds. De longe eu fico desejando tudo de bom para os três, família especial.

Hoje, o bate-papo foi tranquilo. Falar de teoria e prática, de prováveis problemas e possíveis soluções. 
Realidade de quem espera  o melhor, mesmo que esse melhor demore um pouquinho a chegar. Mesmo que às vezes o "calor" das emoções não deixe enxergar que é possível (re) encontrar pessoas que compartilhem dos seus (modestos) ideais. 

Livros sobre autismo e afins, cadernos, apostilas, anotações, lembranças e registros vão sendo entrelaçados. Mais um planejamento. Aí, Jr, o marido vulgo PHP (vide analista de sistemas) me aplica uma super sabotagem: os vídeos dos anos 80 gritam na tela do computador. A viagem é longa: começa com New Kids on the Block, passa por Back Street Boys, Menudo, Rá Tim Bum, A velha a fiar, Mãos Mágicas e tantos outros.

O dia de repente fica enorme...

E eu volto a ser tão, tão pequena... :)  



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ano novo, tudo novo (de novo)!




E lá vamos nós...

Eu fiz as contas: meus anos na educação já estão adolescentes. Será que é por isso que TUDO ISSO nos dá, digamos, um certo trabalho? Trabalho ou não, satisfação garantida e certeza que eu não gostaria de ser "outra coisa". 

Posso AFIRMAR que 2014 começou realmente novo, com algumas etapas sendo concluídas, outras desenhadas. Viver é assim, como dizia o outro, o tal do Millôr, é desenhar sem borracha...

Para adoçar os sentidos, FINALMENTE, as fotos das atividades realizadas no segundo semestre na Sala de Recursos (E. M. Kerma M. Franco). Que venha o ano letivo de 2014! E que seja bueno!

O mais interessante nisso tudo é lembrar de cada pedacinho dessas produções, que são parte do universo Sala de Recursos e também do cotidiano dos alunos. Cada um com sua história, percepção, emoção, entendimento. Por exemplo: O dia em que o Paulinho me disse que "balançou pra caramba em casa, cantando o amigo Vinícius de Moraes". O Gui, que cismou que o primo/amigo Vinícius também  era de Moraes, e completava insistentemente o nome dele com o sobrenome do poeta. Diogo, com os olhos fixos na tv, vendo e ouvindo o poeta declamar suas poesias, comemorando ao final como se fosse  gol num Fla-Flu (diga-se de passagem, meu aluno mudou de time por vontade própria e não escolheu nenhum dos dois, haha). Gleice, que foi a bonequinha amarela da Aquarela na peça da escola, com direito a fantasia e tudo!
William, adaptando as poesias e criando coreografias ousadas. Manderson, que brigava comigo por eu não ouvir outra coisa sem ser MPB, mas que se apaixonou junto comigo pelo poeta a ponto de querer abraçá-lo. Eu e Manderson dividindo voz em Samba da Rosa (com ele me chamando atenção por minha voz feminina estar atrapalhando sua voz masculina, rs).

Tudo isso somente foi possível porque sonhamos, porque acreditamos, porque realizamos.


Vinícius de Moraes: Onde anda você, poetinha? Saudade mandou te buscar...


A Galinha D'angola

Trechos de Pátria Minha e livros/telas: produção dos alunos

A pulga


O GRANDE Vininha

As garotas de Ipanema do Kerma

O poeta aprendiz, pequeno livro, pelos alunos


Samba da Rosa
(Vinícius de Toquinho)


O girassol, de Vinícius: produção com garrafa Pet






Nosso pequeno jardim: flores nos " vasinhos" produzidos com as embalagens da sandália IPANEMA
Eu sei que vou te amar (Vinícius e Jobim).




A casa, cantada e contada: Na minha casa tem...


Você canta e a casa desmonta... "Era uma casa, muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada..."Até o penico, " não tinha ali". Só sobra a placa, " Na Rua dos Bobos, nº zero". Detalhe da Polly (emprestada) da Larissa na rede. Mas "ninguém podia dormir na rede, porque na casa não tinha parede". E elas vão embora...

Algumas pegadas, ainda sem os respectivos nomes: EU NÃO ANDO SÓ.
 SÓ ANDO EM BOA COMPANHIA (Para viver um grande amor).

Cartas para Vinícius de Moraes

Cartas para Vinícius de Moraes

Cartas para Vinícius de Moraes

Cartas para Vinícius de Moraes

Cartas para Vinícius de Moraes

As formigas, de garrafa Pet

Mais " Garotas de Ipanema" do Kerma





Samba da Rosa, escrito, cantado e distribuído em rosas- Centenário de Vinícius de Moraes  (19/10/1913*19/10/2013).


O Girassol: recorte, colagem e muita criatividade da pequena Gleice

As borboletas
Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas









A casa

Eu bem que me arrisquei rapidamente na "Aquarela", rs
E o beijo azul foi de verdade
Azul, para lembrar o azul do Autismo! :)

O sol do Girassol, sol de Itapuã, sempre cantado por Vininha

Rancho das flores em guache

E a legenda poderia ser "Vinícius de Moraes, o branco mais preto do Brasil", como na canção Samba da Benção








quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

"Eu nunca me canso do uníssono com a vida!"



Madrugada do dia primeiro, filha com ares de Feliz Ano Novo, computador ligado com dez páginas abertas e uma delas arriscando um Caetano, o Veloso.  "Isso te acalma". Cantei mentalmente "Me acolhe a alma, isso me ajuda a viver". 
Em todos os cantos virtuais (ou não) nos deparamos com  mensagens de otimismo para o novo ano. Ah! Minha mãe não quebrou a corrente do ano velhinho e do ano bebê.
Sou seu Sabiá: Canção-poesia multiuso. Você ouve para sorrir ou para chorar, ela serve para mimar você, para te acolher, seja o seu estado de alegria ou de "necessidade alheia". Escute a voz de quem ama, ela chega aí. De longe ou perto, acredite: É só ter alma de ouvir/ E coração de escutar.
Mensagem para 2014: "Eu nunca me canso do uníssono com a vida!"


Sou seu Sabiá (Caetano Veloso)

Se o mundo for desabar sobre a sua cama
E o medo se aconchegar sob o seu lençol
E se você sem dormir
Tremer ao nascer do sol
Escute a voz de quem ama
Ela chega aí
Você pode estar tristíssimo no seu quarto
Que eu sempre terei meu jeito de consolar
É só ter alma de ouvir
E coração de escutar
Eu nunca me canso do uníssono com a vida
Eu sou
Sou seu sabiá
Não importa onde for
Vou te catar
Te vou cantar
Te vou, te vou, te vou, te dar
Eu sou
Sou seu sabiá
O que eu tenho eu te dou
Que tenho a dar?
Só tenho a voz
Cantar, cantar, cantar, cantar



*Agora recolhe teus sonhos e descansa, porque o ano novo precisa de gente que saiba pisar nos freios de vez em quando." :)


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Licença poética para um sorriso: " É que eu começo como termino..."




                Canção, liberdade, vida? Não, apenas um  passarinhozinho que caiu do ninho e adotou a gente por uns dias.



Então... peço licença para escrever com aquele sorriso sentiiiiiiiiido que só as muitas Nessas sabem sorrir.

Os dias de 2013 estavam tão ligeiros  (como sempre, acelerados) e quando vi, resolveram estacionar. Outubro grande, novembro longo, dezembro que não acabava. Ventos, chuvas, cores nem tão alegres. Mas estamos aqui, novamente, neste mesmo bloguinho querido, com aquela vontade de abraço de sempre, vontade continuar sonhando para escrever a história com as sete cores.

Preciso vir aqui, mesmo com o sorriso meio tímido, para compartilhar as coisas boas deste finalzinho de 2013. Sim, houve muita coisa boa no meio do cinza.  E quando não havia coisa boa eu inventava. Porque se for para chorar que seja de felicidade...

Minha mãe por muitos anos, no decorrer do dia 31 de dezembro, descrevia diversas vezes o "velhinho" que ia embora e  dava lugar ao "novo". Mais ou menos assim: " Olha, 2013 está indo embora, velhinho e vem chegando 2014, um bebezinho, novinho." Lembranças. Então, vou dar um abraço no 2013 que nos deixa. Mas com um recado: Você trouxe muitas surpresas gostosas. Mas foi um tanto malvado. Te perdoo.
 E você, 2014, te comporta, guri. Se não os parcos neurônios não aguentam e você vai acabar indo para o quarto escuro (nossa, que medo!).Rsrs.


Felicidades em 2014 para  quem está aqui comigo lendo e sonhando junto. Amor para quem sabe amar (e também para aqueles que não sabem). Ética, honestidade, respeito, solidariedade. Saúde para todos nós.

Mas, sem Vinícius, o de Moraes, eu não sou Nessa. Poesia rapidinha . Depois das rabanadas, do calorão  e da tempestade, um canal humilde da tv aberta passava um especial "Vinícius e Mulheres". Presentão. Então, começo como termino. Ou termino como começo, com as cores, com a vida, com os sonhos e também com o amor que me auxilia no  malabarismo com as palavras.

Eu sou inteira. Sou amor, saudade, esperança, força, sorriso, cores.
Me deito nas cores/  nelas, sou mais feliz.

FELIZ 2014!





sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Hoje, sem palavras...






"Qual a maior razão da vida além de olhar para os "lados" e ver GENTE ao meu redor? Eu sou absolutamente fascinado pela felicidade. Ser feliz com a felicidade alheia é tudo de bom. Sei que terei que aturar vocês pela minha vida. Tenho que dar um jeito disso me dar alguma satisfação (E.A.)."






quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Ao amigo Emílio Luiz Pedroso Araújo



A vida é arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida (Vinícius de Moraes).





Dignidade: cada um tem aquilo que sua história constrói (Marcelo Freixo).


Eu poderia  escrever somente uma música, uma poesia, um verso, algo que representasse o que sinto agora. Poderia reproduzir aqui várias conversas engraçadas e outras muito formais, mensagens daquelas que sem querer param na lixeira da conta de email e você descobre muito, muito tempo depois e chora e ri ao mesmo tempo. Poderia escrever horas e horas sobre os fóruns do antigo Orkut: professores fortalecendo laços através das redes sociais, as sessões de terapia online... Muitas gargalhadas, uma sala de bate papo com direito à enquete e tudo! As apostas! Quando cai o pagamento? Quando sai o enquadramento? Poderia também falar da dor que fica, da saudade que aperta a garganta e o peito. Do choro que explode quando você recebe uma notícia e não acredita, ou não quer acreditar. Eu não sei lidar com isso. Perdas são muito dolorosas, todas elas. Ainda sou apaixonada por "gente", e cuido daqueles que amo. Os amigos queridos que tenho, talvez não muitos, estão guardados e protegidos num lugar muito especial. É visceral, por inteiro.

Sem palavras. 
Mas me esforço para escrever.

Fica a certeza que a educação perde um apaixonado que plantou belas sementes! Fica a certeza que o Clássico Vovô-Fluminense e Botafogo- será muito triste por um tempo que eu não consigo dimensionar. Para ser mais cruel, ontem Flu e Botafogo jogaram -e empataram. Não chegou nenhum email me xingando por conta do apito amigo, achei estranho. "Timeco de estrelas, frufru, Unimed Futebol Club",  as ofensas mais infames registradas em alguns anos de emails que me arrancavam os "parcos neurônios". Nem sempre esses emails eram tão bem vindos assim, é verdade. Mas também faziam pensar, quando falavam das paixões (educação, família-os "pequenos" filhotes-, Casillero, política, o Glorioso, Neruda, cupuaçu).

Brincava com as cores, brigava com a certeza que sairia vencedor. Poucas vezes travei lutas com ele, pois eu já entrava na briga com muitos pontos a menos...

Não consigo escrever mais...
Para quem não compreende a saudade que fica, pense numa pessoa ENORME num corpo de 1.60 que não cabia tanta inteligência, a disponibilidade para ajudar os outros e amor por um ideal. Um cara insuportavelmente simples! Emílio Araújo. Para ele, para os seus e para aqueles que o admiram, mesmo que não presente fisicamente, aplausos!

A você, amigo, parte do email  que  enviei ontem e infelizmente não terei resposta.

“Vc deve estar envolvido nisso tudo, pq sei que vc ama tudo isso. VC é ISSO tudo.
Cuida dessa gente toda, mas também de você. Beijo, sempre.“



Emílio Araújo, presente!

Do teu coração me diz adeus uma criança.
E eu lhe digo
adeus.

Pablo Neruda



"Te cuida."