segunda-feira, 29 de novembro de 2021

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Felicidade


Melhor viver, meu bem

Pois há um lugar

Em que o sol brilha pra você



terça-feira, 9 de novembro de 2021

domingo, 7 de novembro de 2021

"Só" (advérbio)


Nos encontros e desencontros, me busco e me perco. Assim me faço.

Desfeita a amarra, quase me alcanço.

Quando me alcanço, não sei quem sou.


São todos os "eus "; me reconheço neles!

As sombras, afogadas nas circunstâncias.


Seguindo no silêncio, os mesmos passos,

no canto dos encantos, a pequena luz.


O que foi sublimado  são apenas riscos dos quereres.

Ela Quer.

Ou, quereria.


Arcanjo.

Borboleta.


Escrevo, enquanto há tempo.

E tempo, é só o que há...



sábado, 6 de novembro de 2021

Quase pausa (2)


Antes da pausa, o Pedro.

Antes da pausa, eu.



Autor: Pedro Salomão


Eu olhei para o campo da minha existência

e ele estava vazio,

porque todo solo precisa descansar entre as safras.


Esse campo já esteve cheio,

de plantações diversas,

eu já plantei e já colhi,

e agora é hora de esperar.


Hoje está vazio.

Mas não é vazio.


Minha lua cheia vai voltar a brilhar.

Meu campo vai voltar a florir.

Mas por enquanto

eu busco aceitar que o vazio faz parte do ciclo.


Não existe verão o ano todo,

nem inverno.


É o ciclo que faz a vida,

que faz a lua

e que me faz.


Passa. Porque precisa passar.

Descansa, que logo voltará a ser,

mesmo que nunca tenha deixado de ser.




sexta-feira, 5 de novembro de 2021

 


Sim,

faz tempo que aprendi que a vida é um sopro. 




Mãe


Mais um novembro. 

Novembro de Mãe.

Renovo.

Mais do "juntos."

Nosso amor para ela.

Que seja o melhor.





terça-feira, 19 de outubro de 2021

domingo, 17 de outubro de 2021

Pai (2)

 

Música do pai e da mãe. Da mãe com o pai.  Tempo que eu ficava no meio dos dois: "O Levi é meu!"

Ironia... "um ano sem você..."

Para substituir pelo menos por hoje as minhas  palavras, pois ando no estado de  não consigo. 


Torneró

(I Santo California)


Rivedo ancora il treno

Allontanarsi e tu
Che Asciughi quella lacrima
Tornerò
Com'è possibile
Un anno senza te

Adesso scrivi aspettami
Il tempo passerà
Un anno non è un secolo
Tornerò

Com'è difficile
Restare senza te

Sei
Sei la vita mia
Quanta nostalgia
Senza te
Tornerò, tornerò


Da quando sei partito è, cominciato per me la solitudine
Intorno a me c'è il ricordo dei giorni belli del nostro amore
La rosa che mi hai lasciato si è ormai seccata
Ed io la tengo in un libro che non finisco mai di leggere

Ricominciare insieme
Ti voglio tanto bene
Il tempo vola aspettami
Tornerò
Pensami sempre sai
E il tempo passerà

Sei
Sei la vita mia (amore, amore mio)
Quanta nostalgia (un anno non è un secolo)
Senza te
Tornerò
Tornerò
Pensami sempre sai
Tornerò
Tornerò

(...)

                                                                                       

(
(

domingo, 10 de outubro de 2021

"Agridoce"


Tão forte, tão perto, tão longe.

Longe do abraço no amanhecer, abraço com o palavrar. 

Elemento ar à prova; o sol retirou-se em lágrimas.

Rascunho de inverno.


Agora: tempo do depois.


Reencontro as palavras a tempo do abraço e do estado de felicidade: a alegria de viver; dormir e acordar sonho e canção.

(...) O (des) construído: as melhores melodias, os  sorrisos mais bonitos, os caminhos mais coloridos, o sucesso que buscas, a certeza que és único: outro igual não há.

Poesia nos gestos, a intensidade subliminar.  


Acendo a vela, 

vou pra janela e espero você.


Escrever, verbo amar. 

Tu.




Libra (Hotelo)


"Eu vou com todo mundo
Que é com todo mundo que eu quero estar
É esse abraço que eu quero apertar
E nesse abraço cabe um milhão


Só se for a dois..." 



sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Pai



"Boa noite, rainha" (a música do Ritchie que virou beijo antes de dormir).




A saudade que sinto do seu abraço. Do meu cabelo agarrando na sua barba.
Do costume de fazermos as refeições juntos.

Outubro apertado. Uma saudade que nunca imaginei sentir.

Vejo você todos os dias nas pequenas coisas. 
Vejo você em todos nós. 
Em mim.

Me lembrei hoje de todas as bonecas e ursinhos que você me deu, junto com minha mãe. A família Peposo. Meu Peposinho.
Do "sorvete quente", do Chocolate Surpresa, do álbum do Jaspion e Changeman. Da blusinha do Rock in Rio. Da Babinha, Bate Palminha,  Chuquinhas, Poeminha (ela está aqui em casa, finalmente).
Fiquei lembrando da minha mãe me ensinando a ler com os gibis que você prometeu comprar para mim todos os domingos na banca "lá do outro lado". Do nosso domingo na feira pela manhã.
Não é o consumir, querer, comprar, ter. Mas o significado de cada objeto que conta a história da vida toda.

Que saudade dos nossos passeios! Da última viagem!
E da viagem pós pandemia que não aconteceu.

Pai, neste dia sem a sua presença, estou em oração para que possamos suportar em amor. E que esse amor nos permita sorrir com as lembranças.

Histórias não faltam.
Saudade também.
Amor infinito.

Meu amor nunca dorme. Nem descansa. 
A gente daqui continua fazendo a história...
Não deixaremos de ser "nós".
                                                                                         

 Finda-se este dia que meu Pai me deu...

"Boa noite, dorme com Deus, bença pai."