quinta-feira, 24 de junho de 2021

Pausa nos afins 2


Pausa nos afins 2, devidamente editado, aqui está.

Looping: planejamentos, relatórios, reuniões, fechamento de semestre. O mundo de ponta-cabeça presencial presente no ano letivo remoto.  Se me perguntarem que dia é hoje... só direi se conferir no calendário. 

Mas ouço Nacarato cantando Vinícius. Um e outro podcast interessante. Dormi ouvindo. 
Tem o acervo  viniciano. Não vou sair de lá..
A play não ajuda. Começa,  tiro o fone,  me concentro. Volto, ouço as antigas. A psicanálise explica. Ajuda a compreender.

Vou (sempre) desvirtuando a postagem e falando dos afins, rs. Era pausa nos afins. Mas não vou mudar o título, pois perderá o sentido.

A play vai tocando. Se não pausar os afins, não caminho; se pauso os afins, também não caminho. Então, não pauso e deixo ver o que acontece. Prazos. Datas.  Para que prazos? A vida é pra valer, a vida é pra levar....

Carnavália por dentro, íntima. Repique tocou, o surdo escutou o meu corasamborim...

 O abraço é importante, ainda mais nesses tempos de pandemia.. 

Você existe, eu sei. Você sabe.


Pequena (maior do que eu), te amo tanto, tanto... nossas madrugadas são do tamanho do mundo! Como conseguimos rir, trabalhar, estudar, ouvir música, falar sobre tudo? São as lembranças gostosas que estamos construindo juntas para quando tudo isso passar (menina, preciso dormir hoje).

Saudades do meu pai. Do café. Do meu cabelo preso na barba. De todos juntos.
De minha avó, do abraço dela. Da família.

Todos aqui dentro. 

Mania de falar/escrever "aqui dentro". 


Acaba pandemia, quarentena eterna: vem, vacina! De novo: os prazos, o ir e vir, o tempo! 

                                            Pausando a escrita.  


                                                                                                         Os afins?  Pra que pausá-los?
                                                                                                                      



quarta-feira, 23 de junho de 2021

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Gaivota (Gilberto Gil, 1976)


Gaivota menina
De asas paradas
Voando no sonho
D'aguas da lagoa

Gaivota querida
Voa numa boa
Que o vento segura
Voa numa boa

Gaivota na ilha
Sem noção da milha
Ficou longe a terra
Gaivota menina

Gaivota querida
Voa numa boa
Que o alento segura
Voa numa boa

Gaivota, te amo e gaivotaria sempre em ti
Gaivotar seria poder te eleger para mim
Eu te quero, e se fosse o caso, quereria mais ainda
Ser, eu mesmo, gaivota sobre mim
Sobrevoar meus temores, meus amores
E alcançar o alto, alto, o mais alto dos teus sonhos
Dos teus sonhos de subir

De subir aos ares
Gaivota querida
Gaivota menina
Pousa perto de mim...

domingo, 23 de maio de 2021

Explodir (Rubel)


Pode ser que a gente acorde
Fartos, deu
Ou que o tempo, de atrasar,
Se esquecer

E o universo, de ajudar,
Se cansar
Mas, não importa
Eu entrego tudo
Tudo meu

Que esse mundo que é só nosso
Já valeu.

E ainda que nos tirassem
A força do outro, e de um
Poderíamos ser gigantes
Num último acorde

Vem, Vem, Vem,
Deixa eu explodir
Deixa eu te derreter mais.
Deixa eu explodir,
Que eu vou te derreter mais.
Deixa eu explodir
Que eu vou te derreter mais.

Que eu te quero a todo instante,
Fica mais
Que esse mundo que é só nosso
Já valeu

E ainda que nos tirassem
A força do outro, e de um
Poderíamos ser gigantes
Num último acorde

Vem, Vem, Vem,
Deixa eu explodir
Deixa eu te derreter mais
Deixa eu explodir
Deixa eu te derreter mais
Deixa eu explodir
Deixa eu te derreter mais

 

sábado, 22 de maio de 2021

Foi por causa do Rubel (eu sei que é Rúbel, não Rubél)


Os afins tomaram conta dos dias da pandemia. Poesia também. 


Depois que o home office trouxe o trabalho para dentro de nós, invadindo  as horas, os dias viram noite, que viram dia, que viram noite. E se você não cuidar, as horas se tornam improdutivas; a ansiedade consome de forma agressiva o processo criativo e a parte principal da engrenagem que faz mover essa modalidade de trabalho: a pessoa. 

O trabalho, o emprego, geram renda, que consequentemente proporciona o alimento para o corpo. Independente de oportunizar satisfação ou não, é um meio de subsistência. A arte proporciona a paga para a alma, o alimento para o coração. E a poesia, velha amiga e companheira, unida a música  faz companhia. Ajuda a passar o tempo, a curar dores,  casquinha no joelho sai no mês que vem (Rubel).

Para mim, o achado na quarentena.  Conheci  Rubel na trilha da novela Éramos Seis (que é baseada no romance de Maria José Dupré). Fui procurar. Tive aquela sensação de "não te conheço, mas já gostei de ti". Partilhar veio em seguida, não conhecia. Outra epifania. 

A porta estava aberta para Pearl e Casas. Uma de cada vez. E tem que ouvir as músicas com o que eu chamo de interlúdio (aqueles trechinhos que introduzem, que alegram, que anunciam). Cachorro, Casquinha, Pinguim, Sapato, Batuque, Mantra, Explodir, Fogueira, Partilhar, Quando bate aquela saudade, Ben, Máscaras. Todas tão minhas que até faz  bater  aquela vontade de escrever para o Rubel e falar, "Oi,  menino! Você conseguiu o queria: alcançar diferentes  classes, idades, gêneros... to aqui".

A melodia doce, um violão, os instrumentos que cortam como as palavras, o sentimento, que é genuíno, pois as letras falam daquilo que não podemos fugir, de viver. Porque a vida só se dá pra quem se deu. E viver é melhor que ser feliz. 

Vejo Vinícius (o de Moraes) no Rubel. Vejo e ouço. Mas vejo tantos outros no Rubel e o principal, a identidade, ele próprio. Acho (mas só acho) que Rubel me faz sair pela primeira vez da zona de conforto, a playlist de uma vida para  aquilo que chamam de "a nova MPB" e que humildemente para mim é simplesmente MPB, ou melhor, música que gosto de ouvir enquanto estou vivendo; as noites viram dia, que viram noite, que viram dias de reflexão sobre as cores  e  como tenho dito nas conversas,  é o melhor tempero, o agridoce para a vida. 


"Só não esquece do olhar de criança
Não esquece de lembrar da lembrança
Não esquece de ser dura e forte
Não esquece de olhar pra Marte
Não esquece de fazer tua arte
Não esquece de esquecer
O que tem que se esquecer"
                                       (Rubel)


segunda-feira, 17 de maio de 2021

E por falar em saudade (1)

"Ela gostava de cantar o dia todo, fazendo as tarefas de rotina da casa."

Nasceu em Minas Gerais, na divisa com o Rio. Uma vida sofrida, em todos as etapas, em todas as instâncias, por imposição e talvez em alguns momentos por opção, pela melancolia que cada um traz dentro de si, na forma de lidar com o eu e com o mundo. Mas aqui não cabe a dor, ou o lado ruim das coisas, o que passou e machucou, os achismos. 

Intensa, visceral, 8 ou 80, ciumenta, ou como ela mesma definiria, "leonina". 

Mas ela cantava o dia todo, como eu disse. E fazia coro com uma outra que também é minha parte.  Pelo que sei, do que diz essa outra que também é minha parte (minha mãe), se a figura paterna foi a referência para as letras, a materna foi para as artes, para a música. Tudo isso que nos faz "ser e ter"  sentimento genuíno, o que vem aqui, de dentro. 

Aprendeu a ler para ler a Bíblia, e era bonito de ver. E tantas histórias que eu poderia contar aqui. Do abraço apertado dela, das orações, de falar do meu cabelo cacheado, daquele jeitinho com a minha Larissa, brincando que queria levar o Ken embora (o boneco, que depois ela deu outro de presente).

Não saía da casa de minha vó sem uma lembrança, um mimo, nem que fosse uma flor, um doce, ou uma caneca com o nome dela (rsrs): CECÍLIA.

Como explicar as semelhanças? Será que tudo se resume ao DNA, ao que se define geneticamente? 
E aquilo que adquirimos sem mesmo a convivência diária, em tempos distintos?

Foi numa conversa sem querer num sábado daqueles na casa da minha mãe que começamos a falar do Vinícius. Ahhh, eu me lembro das coleções de LP antigos, muitos do Roberto Carlos e até um LP dos Fevers que eu peguei emprestado para copiar numa fita k-7. Mas eu não me lembro de ver nada do Vinícius de Moraes ou do Tom. 
Mas aí, conversa vai, conversa vem, e aí começamos a falar dos tios, dos primos, e caímos na origem dos nomes, e aí lembra de uma coisa e outra. Daí vem a explicação do motivo que meu primo tem como segundo nome Vinícius. Minha mãe escolheu o primeiro (Alexandre) e minha avó o segundo, por causa do de Moraes.
Hoje eu queria uma foto daquele dia, da minha cara de boba pensando "mais essa na conta de semelhanças"! E ficamos de mãos dadas, rindo e eu falando com a minha mãe, achando a maior graça do mundo!
Eu não conheço pessoas que gostem do Vinícius como eu e ter referência familiar nisso tudo é importante, apesar de parecer infantil. Gosto que as cores sejam assim, da minha parte, daquilo que veio de algum jeito desse "nós" que talvez nem a ciência ou convivência explique.

Acho que esse é  o ano de repetir a palavra saudade para reverenciar com amor àqueles que amamos, que ficou eterno.

E por falar em saudade, onde anda você? 
Obrigada, vó Cecília, por tudo. 
Saudade do teu abraço...

De Cecília para Vania, de Vania para Vanessa, de Vanessa para Larissa. 💓


quarta-feira, 12 de maio de 2021

Que dia é hoje?



Ontem.
Aquele instante.
Pequeno,
Só você viu.
Antes.


Hoje é tempo. E meu tempo é quando, como disse o outro que rabiscava poesias.
Tempo presente,  moderno, recente, atual, neste momento. 
Agora.


Amanhã. Futuro. Destino. 
Depois.


sexta-feira, 7 de maio de 2021

"Saudade existe para quem sabe ter..."


Faz um bom tempo que não escrevo. Ou melhor, escrevo e não posto. As mensagens dormem: aguardam possíveis edições, começam a acumular, ficam aqui perdidas e restritas ao meu acesso. Leio, acrescento duas ou três palavras, edito mais um pouco, salvo. 

Aos poucos irei aparar as arestas das palavras.

O que é engraçado, pois as "muitas Nessas" me assustam um pouco.

Muita coisa aconteceu em 2020 e lendo o que não foi postado vejo o quanto foi arrancado e o outro tanto que não vai sair nunca de dentro. Aquilo que nasce e que fica eterno. 

"Sou água de rio que vai para o mar..."

Que é e  não deixa de ser, a essência que fica. Mesmo as palavras não ditas são sentidas. 

Como tem sido bom sorrir, sorrir junto, sorrir para o ato terapêutico. Sorrir sem compromisso, "sem plateia, sem obrigação de". 

Escrevo de novo, de novo, de novo...  a vontade de voltar a  partilhar.

A cada dia , uma certeza, 

"Saudade existe para quem sabe ter

 É a verdade que me faz viver..."



terça-feira, 12 de setembro de 2017

Eu quero a do mundo real





Hoje estávamos conversando sobre a novela Novo Mundo, fazendo um link com o contexto histórico, aproveitando o gancho da data (7 de setembro). Sabendo que P. já havia produzido sua sinopse, deixei que falasse do capítulo referente aos dias 6 e 7. A conversa estava animada! Os colegas interagiam,  reclamavam que a novela estava acabando, misturavam as emissoras e programações. Mas P. firme no propósito que Thomas é o vilão e vai pagar por tudo o que fez... rs

No segundo momento, pedi que P. procurasse fotos referentes à novela na pasta de documentos que utilizo para organizar as  atividades. Ele ficou fascinado!  Imagens de Leopoldina, D. Pedro, D. João, D. Carlota Joaquina, José Bonifácio, Chalaça, D. Miguel, personagens da história e da ficção. Pedi que me auxiliasse organizando-as. Claro, P. cortou e organizou as imagens com felicidade e rapidez.

Ao terminar, me olha atravessado. Pede uma "foto" da Leopoldina. Enfatiza: "Mas eu quero a Leopoldina REAL". Fingi que não havia entendido, mas compreendi sua lógica.

Ele estava se referindo à atriz Letícia Colin... s2

😍

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O retorno de Jedi (da Astrônoma com formação em homo sapiens)





(...) Aí alguém me pergunta algo sobre TGD, ou melhor, sobre TEA (as nomenclaturas mudam). Me dou conta que o BORBOLETA ASPIE está ABANDONADO! 

2016 foi um ano (está sendo ainda)  de mudanças, crescimento e muitas realizações. Um ano de escolhas, de encontro  no sentido de me preocupar mais comigo mesma do que com os rótulos. Um ano de abraços intensos, de saudades mais intensas, de (re) encontrar amigos no tal caminho e  de contabilizar na ponta do lápis o fruto de anos de trabalho.

Aí vem a poesia: hoje alguém postou uma imagem que falava muito mais que mil palavras (clichê, não?). "Mas você só dá aulas?" Resposta ácida: "Você quer que eu dê mais o que? Um rim?" Fiquei pensando na minha resposta, caso ouvisse essa mesma pergunta de algum ser humano bem educado que manifestasse o tal complexo de majestade na minha  humilde presença... 

Dar aulas. Dar amor. Doar seu tempo, seus interesses, seu sonhos. Dividir suas expectativas entre o desenvolvimento da sua pequena  gigante e dos pequenos enormes que você apenas "dá aulas". Dar aulas é para os fracos. O que eu faço, dentro das minhas possibilidades, não tem nome.


Recebi no ano passado na |SR mais um pequeno, o P. R. (sem nomes, melhor assim). Aquele mesmo menino  que ainda era uma criança quando cantou Tom Jobim para mim na Sala de Recursos: " Se eu pudesse, por um dia, esse amor essa alegria, eu te juro, te daria, se eu pudesse esse amor por um dia..." Para quem esqueceu, P.R. é aspie, o que o torna especialmente fascinante!

Esse ser humano (esse sim deve ser chamado de HUMANO) que me apelidou de Astrônoma, e que hoje, quando fica chateado por alguma coisa que saia do seu controle, me chama de Laurinha Figueiroa ou Carminha. Aí sentamos, conversamos e ele responde que nós temos direito a pelo menos um dia de mau humor na vida. Simples assim.

Essa postagem, como tantas outras, estão aqui esperando alguém  clicar no botão "publicar".
Onde estão Chronos e Kairós?

"O melhor instante no presente: o instante em que se consegue afastar o caos e abraçar a felicidade". 



domingo, 16 de novembro de 2014

O azul, tão azul...



Penso em você
É uma canção 
Que eu não consigo esquecer

Penso em você
E é um livro
De um amor que não se lê

Penso em você
E acho que nunca saberia rejeitar
Um pensamento assim
É o perfume na memória do prazer

Penso em você
Há tanto pra contar
E há tanto pra viver...



Penso em você  
Por entre as telas
Pelos quadros de Matisse

Penso em você
Em um soneto ensolarado de Vinícius

Penso em você
E essa paisagem
Em cada passo mais bonita
Se revelará
E acho que até hoje
Dela não saí

Penso em você
Há tanto pra contar
E há tanto pra viver...

(Memória do Prazer/Jorge Vercillo)


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Eu quero ter um MILHÃO de amigo(s)...


Flor do cupuaçu*
                                                          

Hoje amanheceu aquele típico dia céu cinza cor de tragédia que minha mãe falava quando eu era criança. 
Você acorda com aquela sensação de céu cinza por dentro e por fora. Aí o dia vai se desenhando e você vê que ele não é tão feio quanto parecia ser. Mas foi bem feio no ano pasado.

Recebi a notícia ao sair da escola, no fim da tarde. Recebi sem querer, por acaso, mas foi melhor assim.
Uma amiga soube e não quis contar... eu havia falado sobre um sonho esquisito, sonho com um velório que eu não conseguia ver quem era. Outra amiga, sem saber que eu não sabia, comentou o que havia acontecido. Não acreditei, voltei para a escola. Perguntei para a outra amiga: ERA VERDADE. Passou um filme, claro. Dois, três, quatro. O atucanado, o milico. Meu enquadramento, meu quase desenquadramento se eu dependesse dos abonadores. Meu TCC enrolado sem desenrolador (orientador). Depoimentos (adiós, Orkut), puxão de orelha, brigas por causa do bom futebol, filha doente, filho doente, conversas sobre a rede, conversas sobre a escola, pesquisa, dúvidas, viagens, livros, políticas, sonhos, ideais, teorias, poesias, Chico, Vinícius,  taaaaaanta coisa!

Eu não acreditei, Procurei pessoas certas que saberiam. E souberam. Disseram aquilo que eu não queria ouvir.

Eu havia apagado uma parte dos emails no final de semana. Mas ainda bem que guardei outra parte. Minha caixa estava cheia, assim como o celular. Larissa e os sustinhos de setembro, mensagens de apoio para mãe e filha. A última mensagem no celular, eu guardei. Pedia notícias dela. Meu último email, escrito na noite do dia dois de outubro não foi respondido. Eu sabia que havia algo estranho. Aquele empate amargo e a sensação de que "hoje não vamos brigar, juiz não apelou" não foi sanada. 

Acredito que algumas pessoas não entendam o motivo pelo qual Emílio era tão querido, visto que seu modo peculiar de "amar gente" priorizava dizer a verdade (e algumas pessoas detestam a verdade). Acho que falta isso hoje em dia, coragem para se dizer certas verdades. Não confundir de forma alguma a verdade com excesso de sinceridade (falta de educação) ou espalhafatosisses do cotidiano. 

Não, não estou propondo a instituição de mais uma santo no calendário (será que já existe um São Emílio?). Não. Mas esse aí era (é) gente fina, puxa uma cadeira, pega mais um copo (o meu de água ou refri) e vamos prosear!

Me lembro do dia em que ele perguntou se eu pintava o cabelo. Coisa mais indiscreta. Na época eu brigava com as tintas, dos cabelos e da vida. Respondi que sim, e depois ganhei um apelido chato que não vou socializar, visto que eu era associada a uma bebida ruim que dava dor de cabeça. Isso só porque eu via semelhanças físicas do indivíduo com vários personagens importantes da nossa história: Castor de Andrade, Clodovil, até um suricate simpático! 

Agradeço a Deus pelas confusões do meu enquadramento na rede. Sem o caos do enquadramento, talvez ele não tivesse se aproximado. Até hoje não sei explicar, pois quando vi já havia uma mensagem do "amigo" na minha página do Orkut. Achei um barato, ninguém entendeu nada (era todo bloqueado). Foi assim...

Emílio me auxiliou muito nesse caso (assim como ajudou na rede municipal a torcida do Fogão, do Fluzão e as demais que não citarei no meu humilde blog). Era um Bota x Flu as postagens nas comunidades. Desvirtuávamos qualquer tópico. A política,  uma paixão.


Quando soube o nome dos seus pequenos, achei graça na concidência: o nome da menina dele seria o nome da minha Larissa, mas eu escolhi Larissa (e ponto). O nome do menino era o nome do meu menino no tempo que eu não sabia que seria mãe de menina.

E à mamãe dessas crianças,  somente aplausos...

Eu estava concluindo a segunda especialização, sem orientador, arrancando os cabelos. Pena que deletei o email explicativo. Grifos em vermelho, delicadamente me perguntavam "que bagunça era aquela, você tem dois capítulos truncados!" Reorganizei o trabalho e ficou muito bom. Não mostrei a ele a dedicatória, porque nessa época eu não havia migrado para o Face (como todo o planeta fez, menos eu e mais quinze pessoas). A política já estava tomando muito espaço e eu de longe, nesse período, falava pouco, apesar da constante presença virtual.


O dia três de outubro foi o "fim". O dia quatro de outubro foi gigantesco. Difícil. As pessoas reunidas ao redor das sementes plantadas durante toda a vida. 

Hoje estou aqui, somando esforços com outros que ainda não desistiram desse negócio complicado que nos fascina chamado "educação" . Como o "outro" disse (Marcelo Freixo), a forma de manter uma pessoa viva é continuar fazendo aquilo que essa pessoa fazia. Sementes, sempre presente. Emílio, sempre presente.

O velho milho, o velho amigo. Emílio Luiz Pedroso Araújo.






*http://come-se.blogspot.com.br/2011/10/frutos-marajoaras.html