segunda-feira, 12 de julho de 2021

Nacarato & Moska - Pensando em Você






Sol De Inverno



Faz algum tempo que uma amiga  mandou um carinho por mensagem: Nacarato cantando Onde Anda Você no The Voice Portugal. Um português filho de brasileiros e apaixonado por Vinícius. 

Hoje acordei neste cantinho de Sol de Inverno com Nacarato e Moska. 




domingo, 4 de julho de 2021

O Que Se Quer


Vá

Pode falar
Pode escrever
Eu vou me entregar
No meu lugar
Quem não faria
Diz que é loucura
Diz que é besteira
Mas eu não vou ligar
Não tente entender


(Marisa Monte e Rodrigo Amarante/O Que Se Quer)



Bora palavrar...

Nas conversas por aí, voltei a refletir sobre o modo de ouvir de cada um, a interpretação/entendimento que se tem sobre a palavra. O que eu digo, pode ser não ser o que você ouve; o que você diz, pode estar chegando ao meu entendimento de outra (s) forma (s). O que pode ser caminho, pode ser promessa, pode ser um obstáculo, um meio e também pode ser um final.

Em outras conversas por aí, novamente o ponto "eu digo, você não ouve", ou vice-versa.  Ou eu acho que digo. Ou ainda, eu não quero dizer, porque me magoo e o outro. Ou porque simplesmente não quero falar. 

E aí, as palavras se tornam via de sofrimento; logo elas, que ao meu ver, deveriam ser caminhos. Palavras que libertam. 

Continuo lendo/estudando sobre  Psicanálise, porém, não com a intensidade de antes. Acompanho um canal  sobre comportamento e todo esse universo complexo, passando também pela Psicanálise. Logo após a minha fala "por aí" sobre os conflitos em relação às trocas, houve uma postagem de um vídeo sobre o assunto. O graduando expôs exatamente o que eu digo sobre os conflitos. O percurso até a pessoa a se fechar, criar "gatilhos", tanto no ouvir quanto no falar.

Fiz um breve comentário sobre o meu olhar sobre tudo isso. Falar também é cansativo, nos expõe.. Você diz e está ali, inteiro. E apesar de acharmos que temos o domínio de todos os conflitos, podemos cair diante do novo, ou ainda, pela falta de delicadeza ou cuidado ao transmitir a mensagem.  É preciso prestar atenção nos detalhes. Porém, são tantos... você pode se perder.

Em tempo: perder-se também é caminho.

Ainda assim, creio que o mais importante seja falar. Problemas se resolvem  quando as pessoas falam. 
Saber ouvir, ponderar. O que também é processo. 


Para fechar o combo da semana da autoterapia nas madrugadas pós relatórios (vazias de afins), encontrei um filmezinho de 2013 que conta a história de dois professores (de Artes e Literatura) que discutem a relevância da imagem e da palavra. A linguagem escrita e a visual. 

E eu que me apaixono pelos diversos "nós", parei para pensar no tanto que a imagem fala, do quanto a palavra abraça e do modo que eu preciso das duas.


quinta-feira, 24 de junho de 2021

Pausa nos afins 2


Pausa nos afins 2, devidamente editado, aqui está.

Looping: planejamentos, relatórios, reuniões, fechamento de semestre. O mundo de ponta-cabeça presencial presente no ano letivo remoto.  Se me perguntarem que dia é hoje... só direi se conferir no calendário. 

Mas ouço Nacarato cantando Vinícius. Um e outro podcast interessante. Dormi ouvindo. 
Tem o acervo  viniciano. Não vou sair de lá..
A play não ajuda. Começa,  tiro o fone,  me concentro. Volto, ouço as antigas. A psicanálise explica. Ajuda a compreender.

Vou (sempre) desvirtuando a postagem e falando dos afins, rs. Era pausa nos afins. Mas não vou mudar o título, pois perderá o sentido.

A play vai tocando. Se não pausar os afins, não caminho; se pauso os afins, também não caminho. Então, não pauso e deixo ver o que acontece. Prazos. Datas.  Para que prazos? A vida é pra valer, a vida é pra levar....

Carnavália por dentro, íntima. Repique tocou, o surdo escutou o meu corasamborim...

 O abraço é importante, ainda mais nesses tempos de pandemia.. 

Você existe, eu sei. Você sabe.


Pequena (maior do que eu), te amo tanto, tanto... nossas madrugadas são do tamanho do mundo! Como conseguimos rir, trabalhar, estudar, ouvir música, falar sobre tudo? São as lembranças gostosas que estamos construindo juntas para quando tudo isso passar (menina, preciso dormir hoje).

Saudades do meu pai. Do café. Do meu cabelo preso na barba. De todos juntos.
De minha avó, do abraço dela. Da família.

Todos aqui dentro. 

Mania de falar/escrever "aqui dentro". 


Acaba pandemia, quarentena eterna: vem, vacina! De novo: os prazos, o ir e vir, o tempo! 

                                            Pausando a escrita.  


                                                                                                         Os afins?  Pra que pausá-los?
                                                                                                                      



quarta-feira, 23 de junho de 2021

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Gaivota (Gilberto Gil, 1976)


Gaivota menina
De asas paradas
Voando no sonho
D'aguas da lagoa

Gaivota querida
Voa numa boa
Que o vento segura
Voa numa boa

Gaivota na ilha
Sem noção da milha
Ficou longe a terra
Gaivota menina

Gaivota querida
Voa numa boa
Que o alento segura
Voa numa boa

Gaivota, te amo e gaivotaria sempre em ti
Gaivotar seria poder te eleger para mim
Eu te quero, e se fosse o caso, quereria mais ainda
Ser, eu mesmo, gaivota sobre mim
Sobrevoar meus temores, meus amores
E alcançar o alto, alto, o mais alto dos teus sonhos
Dos teus sonhos de subir

De subir aos ares
Gaivota querida
Gaivota menina
Pousa perto de mim...

domingo, 23 de maio de 2021

Explodir (Rubel)


Pode ser que a gente acorde
Fartos, deu
Ou que o tempo, de atrasar,
Se esquecer

E o universo, de ajudar,
Se cansar
Mas, não importa
Eu entrego tudo
Tudo meu

Que esse mundo que é só nosso
Já valeu.

E ainda que nos tirassem
A força do outro, e de um
Poderíamos ser gigantes
Num último acorde

Vem, Vem, Vem,
Deixa eu explodir
Deixa eu te derreter mais.
Deixa eu explodir,
Que eu vou te derreter mais.
Deixa eu explodir
Que eu vou te derreter mais.

Que eu te quero a todo instante,
Fica mais
Que esse mundo que é só nosso
Já valeu

E ainda que nos tirassem
A força do outro, e de um
Poderíamos ser gigantes
Num último acorde

Vem, Vem, Vem,
Deixa eu explodir
Deixa eu te derreter mais
Deixa eu explodir
Deixa eu te derreter mais
Deixa eu explodir
Deixa eu te derreter mais

 

sábado, 22 de maio de 2021

Foi por causa do Rubel (eu sei que é Rúbel, não Rubél)


Os afins tomaram conta dos dias da pandemia. Poesia também. 


Depois que o home office trouxe o trabalho para dentro de nós, invadindo  as horas, os dias viram noite, que viram dia, que viram noite. E se você não cuidar, as horas se tornam improdutivas; a ansiedade consome de forma agressiva o processo criativo e a parte principal da engrenagem que faz mover essa modalidade de trabalho: a pessoa. 

O trabalho, o emprego, geram renda, que consequentemente proporciona o alimento para o corpo. Independente de oportunizar satisfação ou não, é um meio de subsistência. A arte proporciona a paga para a alma, o alimento para o coração. E a poesia, velha amiga e companheira, unida a música  faz companhia. Ajuda a passar o tempo, a curar dores,  casquinha no joelho sai no mês que vem (Rubel).

Para mim, o achado na quarentena.  Conheci  Rubel na trilha da novela Éramos Seis (que é baseada no romance de Maria José Dupré). Fui procurar. Tive aquela sensação de "não te conheço, mas já gostei de ti". Partilhar veio em seguida, não conhecia. Outra epifania. 

A porta estava aberta para Pearl e Casas. Uma de cada vez. E tem que ouvir as músicas com o que eu chamo de interlúdio (aqueles trechinhos que introduzem, que alegram, que anunciam). Cachorro, Casquinha, Pinguim, Sapato, Batuque, Mantra, Explodir, Fogueira, Partilhar, Quando bate aquela saudade, Ben, Máscaras. Todas tão minhas que até faz  bater  aquela vontade de escrever para o Rubel e falar, "Oi,  menino! Você conseguiu o queria: alcançar diferentes  classes, idades, gêneros... to aqui".

A melodia doce, um violão, os instrumentos que cortam como as palavras, o sentimento, que é genuíno, pois as letras falam daquilo que não podemos fugir, de viver. Porque a vida só se dá pra quem se deu. E viver é melhor que ser feliz. 

Vejo Vinícius (o de Moraes) no Rubel. Vejo e ouço. Mas vejo tantos outros no Rubel e o principal, a identidade, ele próprio. Acho (mas só acho) que Rubel me faz sair pela primeira vez da zona de conforto, a playlist de uma vida para  aquilo que chamam de "a nova MPB" e que humildemente para mim é simplesmente MPB, ou melhor, música que gosto de ouvir enquanto estou vivendo; as noites viram dia, que viram noite, que viram dias de reflexão sobre as cores  e  como tenho dito nas conversas,  é o melhor tempero, o agridoce para a vida. 


"Só não esquece do olhar de criança
Não esquece de lembrar da lembrança
Não esquece de ser dura e forte
Não esquece de olhar pra Marte
Não esquece de fazer tua arte
Não esquece de esquecer
O que tem que se esquecer"
                                       (Rubel)


segunda-feira, 17 de maio de 2021

E por falar em saudade (1)

"Ela gostava de cantar o dia todo, fazendo as tarefas de rotina da casa."

Nasceu em Minas Gerais, na divisa com o Rio. Uma vida sofrida, em todos as etapas, em todas as instâncias, por imposição e talvez em alguns momentos por opção, pela melancolia que cada um traz dentro de si, na forma de lidar com o eu e com o mundo. Mas aqui não cabe a dor, ou o lado ruim das coisas, o que passou e machucou, os achismos. 

Intensa, visceral, 8 ou 80, ciumenta, ou como ela mesma definiria, "leonina". 

Mas ela cantava o dia todo, como eu disse. E fazia coro com uma outra que também é minha parte.  Pelo que sei, do que diz essa outra que também é minha parte (minha mãe), se a figura paterna foi a referência para as letras, a materna foi para as artes, para a música. Tudo isso que nos faz "ser e ter"  sentimento genuíno, o que vem aqui, de dentro. 

Aprendeu a ler para ler a Bíblia, e era bonito de ver. E tantas histórias que eu poderia contar aqui. Do abraço apertado dela, das orações, de falar do meu cabelo cacheado, daquele jeitinho com a minha Larissa, brincando que queria levar o Ken embora (o boneco, que depois ela deu outro de presente).

Não saía da casa de minha vó sem uma lembrança, um mimo, nem que fosse uma flor, um doce, ou uma caneca com o nome dela (rsrs): CECÍLIA.

Como explicar as semelhanças? Será que tudo se resume ao DNA, ao que se define geneticamente? 
E aquilo que adquirimos sem mesmo a convivência diária, em tempos distintos?

Foi numa conversa sem querer num sábado daqueles na casa da minha mãe que começamos a falar do Vinícius. Ahhh, eu me lembro das coleções de LP antigos, muitos do Roberto Carlos e até um LP dos Fevers que eu peguei emprestado para copiar numa fita k-7. Mas eu não me lembro de ver nada do Vinícius de Moraes ou do Tom. 
Mas aí, conversa vai, conversa vem, e aí começamos a falar dos tios, dos primos, e caímos na origem dos nomes, e aí lembra de uma coisa e outra. Daí vem a explicação do motivo que meu primo tem como segundo nome Vinícius. Minha mãe escolheu o primeiro (Alexandre) e minha avó o segundo, por causa do de Moraes.
Hoje eu queria uma foto daquele dia, da minha cara de boba pensando "mais essa na conta de semelhanças"! E ficamos de mãos dadas, rindo e eu falando com a minha mãe, achando a maior graça do mundo!
Eu não conheço pessoas que gostem do Vinícius como eu e ter referência familiar nisso tudo é importante, apesar de parecer infantil. Gosto que as cores sejam assim, da minha parte, daquilo que veio de algum jeito desse "nós" que talvez nem a ciência ou convivência explique.

Acho que esse é  o ano de repetir a palavra saudade para reverenciar com amor àqueles que amamos, que ficou eterno.

E por falar em saudade, onde anda você? 
Obrigada, vó Cecília, por tudo. 
Saudade do teu abraço...

De Cecília para Vania, de Vania para Vanessa, de Vanessa para Larissa. 💓


quarta-feira, 12 de maio de 2021

Que dia é hoje?



Ontem.
Aquele instante.
Pequeno,
Só você viu.
Antes.


Hoje é tempo. E meu tempo é quando, como disse o outro que rabiscava poesias.
Tempo presente,  moderno, recente, atual, neste momento. 
Agora.


Amanhã. Futuro. Destino. 
Depois.


sexta-feira, 7 de maio de 2021

"Saudade existe para quem sabe ter..."


Faz um bom tempo que não escrevo. Ou melhor, escrevo e não posto. As mensagens dormem: aguardam possíveis edições, começam a acumular, ficam aqui perdidas e restritas ao meu acesso. Leio, acrescento duas ou três palavras, edito mais um pouco, salvo. 

Aos poucos irei aparar as arestas das palavras.

O que é engraçado, pois as "muitas Nessas" me assustam um pouco.

Muita coisa aconteceu em 2020 e lendo o que não foi postado vejo o quanto foi arrancado e o outro tanto que não vai sair nunca de dentro. Aquilo que nasce e que fica eterno. 

"Sou água de rio que vai para o mar..."

Que é e  não deixa de ser, a essência que fica. Mesmo as palavras não ditas são sentidas. 

Como tem sido bom sorrir, sorrir junto, sorrir para o ato terapêutico. Sorrir sem compromisso, "sem plateia, sem obrigação de". 

Escrevo de novo, de novo, de novo...  a vontade de voltar a  partilhar.

A cada dia , uma certeza, 

"Saudade existe para quem sabe ter

 É a verdade que me faz viver..."



terça-feira, 12 de setembro de 2017

Eu quero a do mundo real





Hoje estávamos conversando sobre a novela Novo Mundo, fazendo um link com o contexto histórico, aproveitando o gancho da data (7 de setembro). Sabendo que P. já havia produzido sua sinopse, deixei que falasse do capítulo referente aos dias 6 e 7. A conversa estava animada! Os colegas interagiam,  reclamavam que a novela estava acabando, misturavam as emissoras e programações. Mas P. firme no propósito que Thomas é o vilão e vai pagar por tudo o que fez... rs

No segundo momento, pedi que P. procurasse fotos referentes à novela na pasta de documentos que utilizo para organizar as  atividades. Ele ficou fascinado!  Imagens de Leopoldina, D. Pedro, D. João, D. Carlota Joaquina, José Bonifácio, Chalaça, D. Miguel, personagens da história e da ficção. Pedi que me auxiliasse organizando-as. Claro, P. cortou e organizou as imagens com felicidade e rapidez.

Ao terminar, me olha atravessado. Pede uma "foto" da Leopoldina. Enfatiza: "Mas eu quero a Leopoldina REAL". Fingi que não havia entendido, mas compreendi sua lógica.

Ele estava se referindo à atriz Letícia Colin... s2

😍